Porto Alegre, 2 (AE) - A Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) superou, em abril deste ano, a meta de 1 479 milhão de linhas fixas em funcionamento estabelecida pela Anatel para ser cumprida até dezembro. No final do primeiro quadrimestre, o número de acessos já havia atingido 1,489 milhão
disse hoje o chefe executivo de Relações Institucionais da empresa, Alberto Marchesi.
A informação foi uma resposta à declaração da secretária de Energia, Minas e Telecomunicações do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff, de que vai expressar à Anatel a "apreensão" do governo gaúcho quanto aos serviços prestados pela empresa.
De acordo com o executivo, até o final de 2001 a CRT também atenderá a exigência de reduzir o tempo de espera por uma linha nova para no máximo quatro semanas em localidades com mais de 1 mil habitantes.
No começo do processo de privatização, no início de 1997
com a venda do primeiro bloco de 35% das ações para o consórcio liderado pela Telefónica, a ex-estatal gaúcha tinha uma lista de espera de 550 mil pessoas, informou Marchesi.
Desde então foram instalados 540 mil novos acessos e a fila cresceu para 700 mil inscritos devido à redução do preço de habilitação dos R$ 1,1 mil pelo antigo sistema de autofinanciamento para os R$ 50,00 atuais. "Houve um acréscimo tremendo no mercado", disse o executivo.
De acordo com ele, a empresa investiu em 1997 e 1998, ano da privatização integral, R$ 1,5 bilhão para "atingir e ficar à frente das exigências da Anatel".
Nos quatro primeiros meses deste ano foram R$ 150 milhões exclusivamente na telefonia fixa, pois a Telefônica Celular foi cindida em janeiro, explicou. O planejamento para o ano depende ainda da definição da futura "empresa espelho" no Rio Grande do Sul, que tem prioridade para utilizar a tecnologia WLL (Wireless Local Loop), ou sistema fixo sem fio.
Marchesi disse também que o nível de reclamações dos assinantes está "sob controle". Segundo ele, a empresa conta com muitos assinantes novos que ainda não têm conhecimento preciso sobre os serviços e tarifas cobradas, o que gera "ruídos" na relação entre as duas partes. "São pessoas que buscam esclarecimentos; é como um atendimento pós-venda", comentou.

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