Porto Alegre, 2 (AE) - A Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) anunciou hoje um pacote especial de descontos nas tarifas das chamadas de longa distância nos horários de pico, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, dentro do Estado. A promoção "Ligação 51" (código da operadora) estabelece como limite o preço cobrado por um telefonema que alcança 51 quilômetros de distância, o que representa um desconto de até 51%.
O superintendente da empresa, Fernando Fournon, apresentou ainda o plano empresarial "CRT 51", que oferece descontos progressivos para contas de ligações de longa distância que ultrapassem R$ 500,00 por mês. As faixas são de 10% sobre o valor que ficar entre R$ 501,00 e R$ 1 mil, de 12% sobre a parte entre R$ 1.001,00 e R$ 2,5 mil, 14% entre R$ 2.502 00 e R$ 10 mil, 16% de 10.001,00 a R$ 60 mil e 20% acima disto.
Com a aplicação em cascata dos abatimentos, a redução final da conta varia de 1,67% para um consumo de R$ 600,00 até 17,28% para R$ 100 mil, conforme simulação apresentada pela companhia.
De acordo com o superintendente, os planos promocionais entram em vigor segunda-feira (4) e o prazo de duração não está definido. "Queremos que as comunicações dentro do Rio Grande do Sul continuem com a CRT", comentou. Ele acredita que a queda de receita com os descontos será compensada pelo aumento do tráfego. "As pessoas se sentirão mais estimuladas a fazer ligações", disse.
Na promoção "Ligação 51", o preço máximo por minuto, excluídos os impostos, será de R$ 0,1764. No "degrau" D4, para chamadas com mais de 300 quilômetros, o desconto é de 51% sobre a tabela anterior, que era de R$ 0,36. Na faixa D3 (100 a 300 quilômetros), o abatimento corresponde a 34% e na D2 (51 a 100 quilômetros) a 2%.
Fournon não quis comentar as declarações do conselheiro da Anatel, de que a Tele Centro Sul teria preferência na compra da CRT, quando a Telefonica deixar o controle da empresa. O grupo espanhol deve abrir mão de sua posição na companhia gaúcha porque arrematou a Telesp no leilão de privatização das holdings do sistema Telebrás. De acordo com o superintendente, a Anatel não fez um comunicado formal sobre o assunto até agora.

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