Cronologia do pedido de cassação do mandato de Talvane
Brasília, 25 (AE) - 16 de dezembro - A deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL) é assassinada em Maceió (AL), a tiros de espingarda, com seu marido, Juvenal Cunha Silva, o cunhado, Ivan Carlos Maranhão, e a mãe dele, Ítala Neide Maranhão Pureza. O crime aconteceu na casa da irmã da deputada, depois da diplomação dos deputados eleitos. 29 de dezembro - Um requerimento na Câmara pede a formação de uma comissão de sindicância para apurar o assassinato da deputada e uma eventual participação no crime do deputado Talvane Albuquerque, suplente de Ceci na Câmara, suspeito de ter sido o mandante do crime. 2 de janeiro - O pistoleiro Maurício Novaes, conhecido como Chapéu de Couro, dá depoimento à Polícia Federal, em São Paulo, acusando o deputado Albuquerque de ter encomendado o assassinato do deputado Augusto Farias (PFL-AL). 11 janeiro - É instaurada uma comissão de sindicância na Câmara, presidida pelo corregedor da Casa, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE). Cavalcanti recebe cópia do inquérito policial aberto pela polícia de Alagoas para investigar a morte de Ceci. Nele, Talvane é apontado como mandante do crime e, como executores, três de seus assessores particulares. 28 de janeiro - A Mesa da Câmara acolhe o parecer da comissão de sindicância, para cassação do mandato de Talvane Albuquerque, por quebra do decoro parlamentar (pelo parlamentar ter assumido ter um relacionamento com um pistoleiro profissional) 12 de março - Começam os trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ouve o testemunho do deputado Talvane Albuquerque. 16 de março - Talvane apresenta dois assessores - acusados de terem assassinado Ceci Cunha - para deporem a seu favor. 25 de março - A CCJ aprova o parecer de Aloysio Nunes que recomenda a cassação do mandato de Talvane.





