CRONOLOGIA DA QUEDA
1. A recente crise política no Paraguai se acentuou no último dia 23 de março, quando o vice-presidente paraguaio Luis Maria Argaña foi assassinado com 10 tiros em Assunção;
2. Raúl Cubas ordenou o fechamento das fronteiras. Foi acusado do crime. Congresso, partidos políticos e representantes da sociedade civil pedem a sua renúncia;
3. A situação do então presidente se complica pela amizade com o general Lino Oviedo, condenado a 10 anos de prisão por tentativa de golpe em 1996 contra Juan Carlos Wasmosy;
4. O ministro paraguaio do Interior, Rubén Arias, demitiu-se do cargo 10 horas depois da morte de Argaña. O vice era visto como um dos fiéis seguidores de Alfredo Stroessner;
5. No dia 24, o Congresso paraguaio abre processo de impeachment contra Cubas por ‘‘mau desempenho das funções presidenciais’’ e ‘‘abuso do poder’’;
6. Ele foi acusado de ter ignorado uma sentença da Corte Suprema de Justiça de prender o general Oviedo. O pedido de impeachment também movimenta o Senado;
7. No dia seguinte, Cubas pede ajuda dos Estados Unidos para elucidar o assassinato de seu vice. O Senado inicia o julgamento. Com o apoio e pressão internacionais;
8. O presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, critica a crise paraguaia no dia 26, quando inaugurou mais uma etapa da Usina de Salto Caxias, na região Oeste. Madrugada violenta no Paraguai. Conflitos em frente da sede do Parlamento geram quatro mortes;
9. No dia 28, Raúl Cubas renuncia. O presidente do Senado Luis Gonzales Macchi assume o comando do País. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil concede asilo político;
10. Um avião da FAB busca Cubas e sua família para levá-los ao Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A concessão do asilo gerou críticas ao governo brasileiro. Cubas entrou no País com visto de turista, válido para 90 dias.

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