São Paulo, 08 (AE) - O texto a seguir é uma cronologia dos fatos relativos à CPI dos Fiscais: 2/12/1998 - Marco Antônio Zeppini, chefe da fiscalização da regional de Pinheiros, é preso em flagrante ao extorquir dinheiro de Soraia da Silva, dona de uma academia de ginástica. Ministério Público Estadual começa a investigar o esquema de propina 3/12 - Pitta anuncia a criação da Corregedoria do Serviço Público Municipal. Regional de Pinheiros, Oswaldo Kawanam, demite-se. 7/12 - Mais dois fiscais são presos. 10/12 - Desaparecem processos da regional. 14/12 - O secretário das Administrações Regionais (SAR), Domingos Dissei, afasta os administradores da Lapa, Gilberto Trama, e da Vila Mariana, José Carlos Garcia, além de dois funcionários da Lapa e da Mooca por suspeita de corrupção. 15/12 - A Polícia Civil entra nas nas apurações para ajudar o MPE. 17/12 - Vereadores de oposição aprovam requerimento para a CPI dos Fiscais. 21/12 - MPE oferece denúncia contra Zeppini e dois fiscais de Pinheiros. 6/1/1999 - Oito comerciantes de Pinheiros confirmam esquema de extorsão. MPE decide ampliar investigação para outras regionais. 18/1 - Comerciantes confirmam à polícia esquema de propina na Penha. 1/2 - Decretada prisão de dois funcionários e do ex-regional da Penha Osvaldo Morgado. Até essa data, 37 funcionários já estão afastados por suspeita de corrupção. 2/2 - Preso, o fiscal Ivan Márcio Gitahy, o Coronel, confirma à polícia a ligação do vereador Vicente Viscome (então no PPB) com o esquema de propinas na Penha. 3/2 - Regional da Sé, João Bento dos Santos, é exonerado. 4/2 - Polícia abre inquérito para investigar envolvimento dos vereadores José Izar (PPB), com a máfia na regional da Lapa, e Faria Lima (PPB), na de Pinheiros. 8/2 - Fiscal da Sé preso acusa o ex-vereador e deputado estadual Hanna Garib de envolvimento no esquema. 23/2 - Após duas semanas adiando a votação com artimanhas, vereadores governistas rejeitam a instalação da CPI. 17/2 - MPE denuncia 17 acusados de participar da máfia dos fiscais na AR-Sé. 20/2 - O camelô Afonso José da Silva, que citou o nome de Garib nos depoimentos, sofre atentado. 21/2 - O ex-fiscal Clóvis Feitosa Araújo, que citou Viscome, também sofre atentado. 1/3 - Justiça decreta a quebra de sigilo bancário de Garib. 2/3 - Presa Tânia de Paula, assessora e namorada de Viscome. Em sua agenda, anotações confirmam propinas. O ex-secretário das Administrações Regionais Alfredo Mário Savelli é indiciado. 3/3 - Após pressão popular, vereadores aprovam instalação de CPI por unanimidade. 5/3 - Começa a ser investigada a AR-Jaçanã-Tremembé e o vereador Cosme Lopes (PPB) aparece como suspeito de irregularidades. 8/3 - Fiscal da AR-São Miguel cita nome do presidente da Câmara, Armando Mellão (PPB), que passa a ser investigado. 9/3 - Decretada prisão de Viscome. 11/3 - Savelli pede demissão do cargo de secretário de Obras. 12/3 - Primeira sessão da CPI, tumultuada pela atuação do vereador Wadih Mutran (PPB). 16/3 - O presidente da empreiteira do lixo Enterpa, Roberto Rocha, diz ter pago propina para que a AR-Penha liberasse o pagamento. Funcionário da Sé detalha esquema de propina do lixo com a Vega e cita Garib. A Promotoria de Justiça da Cidadania entra nas investigações para apurar ilícitos civis (improbidade administrativa). 17/3 - O deputado Conte Lopes (PPB) acusa os vereadores Viscome e Dito Salim (PPB) de cobrança de propina. Diante da crise do PPB, Mellão abandona o partido. Ex-regional da Freguesia do à denuncia vereadora Maria Helena (PL). 18/3 - Identificado o funcionário fantasma Sílvio Rocha, contratado pela Prodam e lotado na Penha por indicação do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). Polícia começa a investigar o órgão como cabide de empregos. 30/3 - Conselho de Ética da Assembléia inicia processo para cassar Garib. CPI passa a investigar Anhembi como cabide de empregos. 31/3 - Depois de 22 dias foragido, Viscome é preso. 6/4 - Inquérito da Penha é concluído e 18 são indiciados por concussão e formação de quadrilha, dentre elas, Viscome. 13/4 - MP denuncia os 18 da Penha. 15/4 - Começa trabalho da Comissão Processante para cassar Viscome. 22/4 - Zeppini é condenado a 5 anos de prisão. 27/4 - A vereadora Maeli Vergniano (ex-PPB) é indiciada por peculato e formação de quadrilha. 28/4 - Pedida a cassação dela. 20/5 - Manobra governista arquiva a abertura do processo de impeachment contra Pitta, proposto por advogado com base no não-pagamento de um precatório, e rejeita o pedido de prorrogação da CPI por 90 dias. 21/5 - Mesmo preso, Viscome obtém licença para voltar à Câmara. 25/5 - CPI e MPE decidem investigar nomeação de funcionários fantasmas pelo vereador Bruno Feder (ex-PPB, hoje PTB) na regional da Vila Mariana e PAS 2. 26/5 - Polícia começa a investigar o Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa), presidido por Nicéa Pitta. 28/5 - Para barrar CPI, vereadores governistas aprovam a prorrogação por apenas três dias. 2/6 - Em despacho confuso, vice-presidente do Tribunal de Justiça, Cunha Bueno, suspende a sessão que prorrogou a CPI por três dias. 4/6 - Aberto inquérito policial para apurar irregularidades na regional da Mooca.

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