DOMINGO
Uma bomba explode na base de uma das torres de transmissão de energia em Nova Tebas (PR)
ONTEM
12h: A Furnas Centrais Elétricas desliga, pela subestação de Ivaiporã, a transmissão de energia elétrica da linha 2 de transmissão de energia gerada em Itaipu. Ao mesmo tempo, a PM do Paraná paralisa o trânsito na PR-487, que liga Campo Mourão a Nova Tebas. A rodovia fica a cerca de 600 metros das linhas de transmissão de Furnas
12h05: A uma distância de cem metros, o perito Ageu Bezerra, com outros dois peritos da PF, começa o trabalho de desativação da segunda bomba. Com arames flexíveis ele maneja um alicate que irá cortar os cordéis detonantes (ao todo quatro) ligados a uma espoleta com dispositivo de tempo (bomba-relógio). O trabalho é lento e a imprensa e profissionais de Furnas são mantidos a uma distância de 500 metros do local. Segundo Bezerra, ‘‘só no cinema peritos se arriscam ao desativar bombas’’, ao justificar a distância ‘‘de segurança do artefato explosivo. A dificuldade maior é que os explosivos estão enterrados na base da torre
12h45: Bezerra corta o último cordel detonante. Os peritos iniciam o trabalho de recolhimento dos materiais
12h50: A subestação de Furnas em Ivaiporã liga a linha 2 de transmissão de energia elétrica da Itaipu Binacional. O abastecimento é normalizado. Segundo o diretor de operações de Furnas, Celso Ferreira, o êxito no trabalho da PF impediu que houvesse necessidade de racionamento de energia para as regiões Sul e Sudeste do País
Agência Folha

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