São Paulo, 22 (AE) - A cronologia das denúncias de corrupção nas Administrações Regionais de São Paulo: Dia 2 de dezembro de 1998 - O chefe de Fiscalização da AR Pinheiros, Marco Antonio Zeppini, é preso, depois de tentar extorquir uma comerciante. O Ministério Público Estadual (MPE) começa a investigar o caso. Dia 3 - MPE pede a quebra de sigilo bancário de Zeppini. Dia 4 - O administrador regional de Pinheiros, Oswaldo Kawanami, pede exoneração do cargo. Dia 7 - Os fiscais Vera Lúcia Lopes Aires e Claudio Francisco Palma são indiciados por terem sido citados pela comerciante que ajudou no flagrante de Zeppini. Mais 11 fiscais são afastados. Dia 14 - O secretário das Administrações Regionais (SAR), Domingos Dissei, afasta os administradores da Lapa e da Vila Mariana, por suspeita de corrupção. Dia 21 - MPE oferece denúncia contra os fiscais Marco Antonio Zeppini, Vera Lúcia Lopes Aires e Claudio Francisco Palma. Dia 7 de janeiro - Começa o rodízio de fiscais. Dia 11 - A Polícia Civil une-se ao MPE nas investigações. Dia13 - Os fiscais Cristina Helena Batista da Luz, Alcy Clemente Moreira Filho, Maurício Lucoveis e Maria das Dores Roberto, da AR Pinheiros, são denunciados. Dia 18 - Descoberto esquema semelhante na AR Penha. Dia 22 - A mulher do fiscal Marco Antonio Zeppini, Maria Helena Campos Zeppini, é acusada de integrar a máfia dos fiscais. Dia 25 - Os fiscais Clóvis Feitosa de Araújo e Nilton Figueiredo da Silva são presos. Dia 26 - Dissei afasta nove funcionários da AR Penha. Dia 31 - Oito fiscais da AR Sé são denunciados. Dia 3 de fevereiro - O administrador regional da Sé, João Bento dos Santos Filho, é afastado. Dia 5 - O ambulante Afonso José da Silva acusa o vereador e deputado estadual eleito Hanna Garib (PPB) de receber propina. Dia 6 - O advogado Marco Antonio da Silva e o funcionário da AR Sé José Renato de Oliveira são presos, acusados de integrar o esquema de propinas no centro. Dia 7 - Decretada a prisão de homens de confiança de Garib na Sé: Pierre Saloum El Nahoum, que seria o chefe do "rapa" entre os camelôs, e Antônio Alberto Alves, responsável pelo depósito de mercadorias apreendidas. Dia 9 - O fiscal da AR São Miguel Vanderley Aparecido Ortega e o empresário Gilberto Alves Machado são presos, acusados de participar do esquema de corrupção. Dia 12 - O chefe de Fiscalização da AR Penha, Maurício Ramos Cássia é preso, acusado de extorquir um professor. Dia 17 - MPE denuncia 17 acusados de participar da máfia dos fiscais na AR Sé. Dia 20 - O ambulante Afonso José da Silva é baleado. Dia 21 - O fiscal da AR Penha Clóvis Feitosa Araújo, que acusa o vereador Vicente Viscome (PPB) de recebimento de propina, também é baleado.

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