Curitiba - Os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desmontaram acampamento e desistiram da manifestação em frente a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Ponta Grossa. Depois da reunião, as famílias do Acampamento Emiliano Zapata se mostraram satisfeitas com o cronograma proposto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pela Embrapa.
A previsão é que, até outubro, o processo de compra seja efetivado e concluído o Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA). Dentro de 15 dias, o Incra vai iniciar o georeferenciamento da área que será comprada, de 632 hectares. A Embrapa fará o mesmo levantamento do perímetro total do imóvel, já que é um requisito para desmembrar um terreno com área acima de mil hectares, segundo a lei federal de registro de imóveis rurais. Com os dados se farão os ajustes necessários para registrar o imóvel em cartório.
''Ficou combinado que a Embrapa vai lavrar a escritura, assim que o Incra emitir os TDAs (Título da Dívida Agrária)'', disse o o chefe da assessoria jurídica da Embrapa, Antônio Nilson Rocha. ''Disseram que até o final de setembro já será feita a seleção das famílias. Acreditamos que agora não haverá mais dificuldades. Mas vamos ficar espertos para ver se de fato eles vão cumprir o que prometeram'', disse o militante do MST Arilson de Assis.
Assim que for criada a área, as 60 famílias, que já moram e produzem nas terras, há quatro anos, poderão ser assentadas.

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