Londrina - A população também está enfrentando problemas com o lixo reciclável. Uma reclamação frequente é que os coletores demoram para passar e, com isso, um volume expressivo de materiais fica acumulado.
Síndica de um condomínio situado na Área Central, Ana Maria Losi Marques de Jesus conta que até dezembro a coleta estava acontecendo de forma satisfatória. ''A cooperativa passava três vezes por semana, recolhia o lixo e deixava sacos verdes'', explica. No entanto, segundo ela, a partir de janeiro a situação mudou. ''A cooperativa parou de passar, pois a CMTU começaria a fazer o serviço. Nosso lixo já chegou a ficar 15 dias acumulado'', afirma.
Ana Maria entrou em contato com associações de recicladores pedindo para buscarem o lixo. ''Disseram que não podem recolher sem a autorização da CMTU.'' Depois de muita insistência, a cooperativa que recolhe o lixo do prédio vizinho começou a pegar os materiais do condomínio de Ana Maria. ''Eles estão fazendo uma gentileza, mas passam apenas uma vez por semana e o lixo acumula demais. Além disso, não deixam sacos em quantidade suficiente'', observa.
A coleta de lixo diferenciada também não está funcionando. ''Estamos separando o orgânico do rejeito em sacos de cores diferentes, conforme fomos orientados. Mas o caminhão da Prefeitura não pega os resíduos em dias alternados. Depositam tudo junto'', acrescenta.
Sub-síndica de um condomínio situado na Vila Ipiranga (Área Central), Cristina Eliana Jans também está insatisfeita com a periodicidade com que os caminhões passam recolhendo o material reciclável. ''O lixo fica acumulado. Estou indignada com a forma como as coisas vêm acontecendo. O caminhão coletor, que deve recolher o rejeito e o orgânico, já chegou a levar até reciclado. Isso porque separamos o lixo em sacos de cores diferentes, como é o recomendado''. A CMTU não respondeu às várias solicitações de entrevista feitas pela reportagem.(P.C.B.)


Lixo produzido em Londrina

Cada londrinense produz, em média, 1,07 quilos de lixo por dia
Desse total, 25% são reciclados
Fonte: Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMYU)

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