A erosão dentária ocorre quando há perda irreversível do tecido dental duro (esmalte e dentina) submetido quimicamente ao ataque de ácidos, sem o desenvolvimento de bactérias. O dentista de Londrina Marcus Vinicius Turino Ferreira, especialista em dentística restauradora, explica que normalmente o problema da erosão é crônico, localizado e indolor.
''À medida que a perda avança, as pessoas percebem que seus dentes estão começando a se desgastar e a fraturar as bordas incisais. Em alguns casos, o paciente começa a sentir sensibilidade com a mudança de temperatura dos alimentos e chegam a sentir dor mesmo'', diz.
Classificadas de acordo com as substâncias ácidas que atingem o tecido dental, as erosões podem ocorrer por diversos fatores, entre eles: ingestão de refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos e frutas cítricas, portadores de anorexia ou bulimia, e mesmo pessoas que tem doenças que causam refluxo ou vômitos constantes.
De acordo com Ferreira, o problema não é genético, mas adquirido. Segundo ele, depende muito do grau de higiene bucal da pessoa, se ela tem contato com alimentos ácidos (dieta), se faz o uso regular de fluoretos que aumentam a resistência do dente etc.
''A prevalência e a severidade desses tipos de lesões, não cariosas, aumenta com a idade. Hoje existem novos materiais para restaurar os dentes afetados por esses problemas. É marcante também a evolução que ocorre nas porcelanas odontológicas utilizadas durante a confecção de próteses indiretas para restaurar dentes acometidos por erosões, ao devolver a função, a estética, a forma, restaurando a beleza de um sorriso'', finaliza. (F.B.)

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