Críticas do MST irritam comissão da visita papal
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Agência Estado Rio 
fArquivo FolhaVetadoO líder dos sem-terra João Pedro Stédile foi impedido de se encontrar com o papa pelo o
cardeal-arcebispo do Rio.A reação dos líderes do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que criticaram o cardeal-arcebispo do Rio, dom Eugenio Sales, por ter vetado o encontro de João Pedro Stédile com João Paulo 2º, irritou os integrantes da comissão da visita. O senhor Stédile não tem desconfiômetro, atacou a ex-deputada Sandra Cavalcanti, secretária de projetos especiais da Prefeitura e integrante da comissão. Ele pensa que, além de desrespeitar as leis do País, pode também desrespeitar cerimonial estabelecido há mais de um ano pelo Vaticano.
Políticos, personalidades e outras entidades também pediram encontro ou bênção especial do papa, segundo assessores de dom Eugenio Sales. Os nomes não foram divulgados pela Arquidiocese. Essas pessoas devem agendar no Vaticano, disse a ex-deputada.
De acordo com o padre Roberto Tucci, responsável no Vaticano pela visita, o papa vem ao Rio para um encontro mundial com seu rebanho. A única exceção será feita ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que quebrará o protocolo ao receber o papa como chefe de Estado fora de Brasília. João Paulo 2º desembarcará quinta-feira à tarde na Base Aérea do Galeão.
Por cortesia, o papa decidiu receber na sexta-feira o presidente da República no Palácio Laranjeiras. Será a única autoridade civil que terá o privilégio de se encontrar pessoalmente com João Paulo 2º. Fernando Henrique poderá convidar 25 autoridades para receber o papa na base aérea.


