Apesar de exigir uma série de decumentos, a isenção para a taxa de inscrição no vestibular é conseguida com relativa facilidade. É o que garante a assistente social do Sebec, Betty Elmer Finatti. ''Os critérios são bem objetivos e, se o aluno se enquadra, com certeza vai ganhar a isenção. Não há limite de vagas para isso'', explica.
A lista de exigências é longa: renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo (R$ 390); consumo per capita mensal de água de 4 metros cúbicos e de luz, 50 kw/hora; gastos com telefone de até R$ 50 mais o valor da assinatura; taxa de condomínio inferior a R$ 120 em prédios sem elevadores e R$ 150, com elevadores; ter cursado a segunda etapa do ensino fundamental e médio (5 série ao 3º colegial) em escolas públicas e não possuir veículo automotor com menos de 10 anos. Bolsistas integrais de escolas particulares também poder obter a isenção.
Os pretendentes devem retirar o formulário de inscrição na internet (www.cops.uel.br), entre os dias 9 e 22 de agosto. ''Nos formulários, vão constar as datas em que a documentação deve ser entregue no Sebec'', diz Betty. ''Alunos que tiverem os pedidos indeferidos devem protocolar recurso entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. Vamos analisar caso a caso e a intenção é incluir, não excluir'', esclarece a assistente social.
Os critérios para a inscrição como cotista são mais subjetivos. ''Inpreterivelmente, o aluno deve ter cursado o ginásio e colegial em escola pública. No caso dos negros, eles devem declarar a cor da pele no ato da inscrição. Uma comissão vai avaliar a cor do aluno quando a matrícula for efetuada e, no caso de fraude, não vai haver homologação'', explica Luiz Rogério Oliveira. O coordenador da Cops também destaca que o sistema de cotas não interfere na isenção da taxa. ''Cotistas podem pedir ou não a isenção, e vice-versa'', diz.(A.M.)

mockup