Rio, 21 (AE) - O diretor do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo disse hoje que os problemas que a Argentina está enfrentando não alteram as expectativas do BC em relação à política monetária. As taxas de juros, afirmou, continuarão a ser definidas conforme a inflação, o desempenho da área fiscal e a melhoria do fluxo e qualidade dos capitais externos. Segundo ele, a instabilidade argentina não afetou o ingresso de recursos externos no Brasil.
Na sua avaliação, o processo de alongamento da dívida pública vai continuar, apesar da decisão de ontem (20) do BC, de não colocar títulos pré-fixados.
O diretor do Banco Central voltou a defender a política de metas de inflação que vai ser posta em prática pelo BC no fim de junho. Ele esclareceu que a intenção da diretoria do BC é estabelecer uma espécie de banda para a inflação.
"Vai ser definido um número que pode variar tanto para cima como para baixo", informou Figueiredo, confirmando a informação dada anteriormente pelo presidente do BC, Armindo Fraga.

mockup