CRISE AÉREA - Brasil é o segundo em aeródromos no mundo
Em meio a todas as agruras do setor aéreo brasileiro, há um universo de passageiros que decola sem atrasos, sem burocracia, sem filas no check-in e sem preocupações. A aviação executiva, com seus 6.038 jatinhos e aeronaves particulares, cresce de vento em popa no País e movimenta cerca de US$ 300 milhões durante o ano todo. Justamente por isso, o Brasil tem hoje o segundo maior número de aeródromos privados do mundo, exatos 1.759, perdendo apenas dos Estados Unidos. Nos últimos dois anos, foram construídos 460 novos aeródromos pelo País. Um dos motivos para essa explosão é a própria desorganização da malha aérea brasileira. Levantamento da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) comprova que as companhias aéreas, em busca de rotas mais rentáveis, deixaram de atender pequenas cidades. Dos 5.355 municípios brasileiros, apenas 96 contam com vôos regulares. O duopólio da TAM e da Gol acabou com as empresas aéreas regionais, diz o engenheiro Jorge Leal Medeiros, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Elas simplesmente desapareceram. Por isso, a aviação executiva ganhou esse estímulo para criar sua própria rede, longe dos problemas dos aeroportos públicos. Ter o seu próprio aeródromo não é nada barato. Para construir um quilômetro de pista, gasta-se entre R$ 2 milhões e R$ 8 milhões. Há casos ainda de aeródromos particulares muito mais luxuosos do que aeroportos internacionais. O de Gavião Peixoto (SP), utilizado pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), tem a pista mais longa das Américas, com 4.967 metros, e a segunda maior do mundo.
Termo utilizado pelas agências de viagens e pela rede hoteleira para identificar a entrada de um hóspede em um hotel. Nos aeroportos, é o primeiro passo a ser efetuado pelo passageiro de transporte aéreo. Ao chegar ao balcão da companhia aérea, deverá apresentar seus documentos e bagagem para posterior emissão do bilhete de passagem
O Santos-Dumont, primeiro aeroporto civil do Brasil, no Rio de Janeiro, remonta à década de 30. É um marco do modernismo no País. O aeroporto passa agora por uma reforma e ampliação, porém, todas as características originais do terminal serão preservadas
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





