Criminosos explodem agências no Paraná
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domingo, 07 de fevereiro de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
A madrugada de ontem foi marcada por dois ataques a caixas eletrônicos no Paraná, um em Jaguapitã, na Região Metropolitana de Londrina (RML), e outro em Marilena, no Noroeste. Na primeira ação, em Jaguapitã, além de explodirem a agência central do Banco do Brasil, os criminosos cercaram o prédio do Pelotão da Polícia Militar (PM) e fizeram vários disparos, inclusive de metralhadora.
Segundo informações da PM, enquanto parte da quadrilha explodia o banco, comparsas armados com pistolas e fuzis disparam contra o pelotão, o que impediu uma reação por parte dos dois policiais que estavam de plantão. As marcas dos disparos de fuzil tomaram conta da fachada do prédio, localizado na Praça Central da cidade. Duas viaturas que estavam estacionadas no pátio da unidade também ficaram destruídas.
A 200 metros dali, na Avenida Paraná, o restante da quadrilha detonou os explosivos na sessão de autoatendimento da agência do Banco do Brasil. Os explosivos destruíram o teto, paredes, portas e os equipamentos, no entanto, os assaltantes tiveram acesso às cédulas de apenas um dos cinco caixas eletrônicos. Após recolher o dinheiro, os criminosos fugiram em quatro veículos com direção a Londrina: dois carros de passeio, uma caminhonete e uma SUV. A agência não divulgou a quantia levada e informou que ainda calcula os prejuízos estruturais.
Já em Marilena, cinco homens encapuzados invadiram a agência do Sicredi, na Avenida Paraná, por volta das 4 horas. Armados com fuzis e metralhadoras, eles quebraram a porta de vidro e detonaram os explosivos nos dois caixas eletrônicos. A gerência do Sicredi relatou à PM que cada um dos caixas tinha aproximadamente R$ 20 mil a R$ 25 mil, mas não foi possível precisar a quantia exata levada pelos criminosos. O prédio ficou todo destruído e precisou ser interditado. O crime assustou a população do pequeno município de 7,1 mil habitantes.
Nos dois casos, a perícia foi acionada e a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar os crimes. Até o fechamento da edição, ninguém havia sido preso. Os ataques ocorrem 15 dias após a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) deflagrar a Operação Cangaço, que prendeu uma quadrilha responsável por 22 roubos a banco no Estado. A polícia vai investigar se os dois casos recentes têm ligação entre si e com membros da quadrilha presa no final do mês passado. Em 2015, o Paraná registrou 172 explosões a caixas eletrônicos.


