Curitiba - Uma equipe da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR) fez vistoria ontem no Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba. Segundo a vice-presidente da Comissão, Isabel Kugler Mendes, o órgão está em ''estado de abandono''. ''Foram encontradas muitas armas, algumas datadas até de 2004, na balística, para serem periciadas'', disse.
Ela acrescentou que foram encontrados dois equipamentos de documentoscopia de 1935, data de inauguração do órgão. Um microscópio tem mais de 20 anos de uso. O suporte para funcionários também foi considerado precário. ''Eles trabalham com materiais cancerígenos e sem proteção nenhuma, além disso, de madrugada, alguns saem dirigindo a viatura sozinhos para atender diligências, em bairros distantes, sem colete balístico, sem porte de arma'', comentou.
O atual diretor-geral do Instituto, Antonio Edison Vaz de Siqueira, que assumiu o cargo há uma semana, declarou que conversou na segunda-feira com o secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César. De acordo com ele, o secretário afirmou que vai dar todo o apoio necessário para resolver os problemas do órgão.
Para Siqueira, é necessário aumentar, imediatamente, o número de peritos. No Paraná, hoje, são 172, destes, 105 são de Curitiba. Ele disse que há mais de 20 anos, quando foi diretor do órgão, eram 160 profissionais. O ideal hoje seria contar com 300. Entre as promessas imediatas, estão a renovação da frota de 11 carros, o retorno da hipnose forense e a contratação dos aprovados no concurso de 2009.

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