Criminalística diz que incêndio em usina foi proposital
A perita criminal do Instituto de Criminalística (IC), Vanja Coelho, iniciou ontem levantamento dos danos provocados pelos trabalhadores na Usina Aliança (PE), que está desativada há cinco anos. Ela antecipou que o incêndio da casa grande foi proposital e de origem criminosa. O fogo destruiu parte do telhado e de paredes da casa de 14 quartos e cinco salas construída na década de 40 e estragou todo o mobiliário colonial. O que escapou do fogo foi destruído - eletrodomésticos e eletrônicos, louças, cristais, porcelanas. O laudo deve ser concluído até o final do mês.
Os trabalhadores querem a desapropriação dos 22 engenhos da usina, num total de 7 mil hectares. A área foi considerada improdutiva pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas a empresa entrou com ação judicial que suspendeu o processo de desapropriação. De acordo com a CPT, a usina tem débitos de R$ 250 milhões, incluindo dívidas trabalhistas, com o Banco do Brasil, previdência e fundo de garantia.





