Criminalística constata insegurança em circo
Criminalística constata
insegurança em circo
O perito do Instituto de Criminalística (IC) de Pernambuco, José Nemézio de Serra, afirmou ontem que a falta de segurança foi uma das causas do menino José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, 6 anos. Montado na área externa do Shopping Guararapes, no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes (PE), o circo recebia cerca de 3 mil pessoas quando ocorreu a tragédia.
O laudo oficial do IC deve ficar pronto em um mês, mas conforme o perito algumas falhas já foram detectadas nas investigações. As principais são: não havia cerca protegendo a jaula dos leões para evitar proximidade das pessoas com os animais; a distância entre os varões da grade era grande demais, 10 centímetros, possibilitando que o leão a ultrapassasse com as patas; o material da grade não era suficientemente resistente, já que os varões foram envergados quando o animal puxou a criança para dentro da jaula. Além disso, as partes que compunham o túnel gradeado que ligava a jaula armada no picadeiro à jaula sobre rodas dos leões foram amarradas com cordas de forma precária.
Ontem, a Prefeitura de Jaboatão sustou o alvará de instalação do circo por tempo indeterminado e o Shopping Guararapes, que alugou a área para o funcionamento do circo em seu pátio externo e cancelou o contrato de locação por dois meses no valor de R$ 16 mil.
Já o escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou o circo em R$ 4 mil porque o Vostok não apresentou documentação do órgão licenciando os animais. Três ursos do circo poderão ser recolhidos e levados para Brasília, uma vez que o zoológico do Recife não tem alojamento para essa espécie de animal.
O dono do circo, Alexandre Vostok, está sedado, de acordo com seu advogado Marcos Soares, e deve se apresentar na delegacia na quinta-feira pela manhã. A delegada-adjunta Adriana Oliveira, no entanto, acredita que ele possa se apresentar ainda hoje. (A.E.)





