Rio, 14 (AE) - O criminalista José Carlos Fragoso afirmou hoje que não sabe ainda se aceitará a tarefa de atuar na defesa do dono do Banco Marka, Salvatore Cacciola. "Fui advogado de Cacciola em outro processo e, apesar de ter sido contactado pelo banco, não falei com ele até agora e não me sinto contratado para este caso", comentou Fragoso.
Ele disse desconhecer onde se encontra o banqueiro - em nota oficial, o Marka informou que ele está no exterior. "Nada tenho a dizer em relação ao caso agora porque não represento o dr. Cacciola na Justiça", afirmou.
Ele negou que o ex-cliente esteja envolvido em muitos inquéritos policiais. "Tenho conhecimento apenas de um inquérito em que o defendi", avisa. Trata-se, segundo Fragoso, de uma investigação feita pelo Banco Central (BC), onde Cacciola e outros diretores do Marka foram acusados de usar um "laranja" (intermediário) para tomar um empréstimo do banco em benefício pessoal. "Como resultado do inquérito administrativo, o Banco Central aplicou uma multa pequena a Cacciola", afirma Fragoso, sem revelar o valor. O BC apresentou representação ao Ministério Público (MP), que, segundo Fragoso, pediu a condenação do banqueiro, "sem que o caso fosse apurado em inquérito policial". Na esfera do BC, de acordo com Fragoso, Cacciola entrou com recurso no Conselho de Recursos Financeiro. "Foi absolvido por unanimidade."

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