Criminalidade preocupa investidores estrangeiros
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segunda-feira, 17 de abril de 2000
Por Elizabeth Lopes 
São Paulo, 18 (AE) - Os empresários estrangeiros andam apreensivos com o aumento dos índices de criminalidade no Brasil. Além do aspecto social, a questão está sendo analisada também pelo aspecto econômico, pois o aumento dos gastos com segurança tem onerado muitas empresas. Segundo o consultor da área de transportes, Sérgio Cunha, na década de 80 as empresas de transportes investiam em segurança cerca de 3% de seu faturamento bruto. Atualmente, esse gasto subiu para 12%.
Na visão do consultor, as empresas oneraram seus gastos com segurança porque o governo está deixando de fazer investimentos essenciais neste setor. É por essa razão que no final deste mês a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha
em parceria com o Núcleo de Estudos Superiores Transdisciplinares, promove o I Simpósio Internacional da Iniciativa Privada para a Prevenção da Criminalidade. Além da Câmara alemã, a Câmara Americana de Comércio (Amcham) também vem desenvolvendo ações no mesmo sentido. O objetivo dos representantes de parcela do empresariado estrangeiro é reunir elementos que sirvam para pressionar o governo brasileiro a adotar medidas eficazes na área da segurança.
O consultor Sérgio Cunha, um dos palestrantes deste simpósio, destaca que uma das maiores apreensões do empresariado da área de transportes é com relação ao roubo de cargas. No Brasil, 60% dos transportes são realizados através de rodovias. E aliado à falta de segurança, somam-se as condições precárias das estradas. "Com todos esses fatores, muitas empresas de pequeno e médio porte estão saindo do mercado porque não têm como sobreviver", reitera Cunha.
O 1º Simpósio Internacional de Prevenção da Criminalidade será realizado de 28 a 30 de abril, no Clube Transatlântico, em São Paulo. "O aumento da violência vem assustando a sociedade. Diante da necessidade de encontrar formas de prevenir e neutralizar o problema, o simpósio visa a participação efetiva da iniciativa privada no combate à criminalidade", comenta Gustavo Korte, que faz parte da comissão organizadora do evento.


