Londrina - A Polícia Civil identificou o suposto autor do disparo que vitimou no último sábado o promotor de vendas Lucas Fernandes Ferraciolli, de 18 anos. Trata-se de Welington Coelho da Silva, 23 anos, que encontra-se foragido. A motivação do crime seria de fundo homofóbico.
Imagens do circuito interno de estabelecimentos da Rua Quintino Bocaiúva mostram Silva saindo do carro dele, um Volkswagen Fox com placas de Cambé, e atirado na direção do promotor. Lucas Ferraciolli foi atingido por um tiro na nuca e não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil apreendeu o carro do investigado no Jardim das Américas, zona norte de Londrina. Dentro do Fox havia um revólver calibre 22. Welington Silva tem um histórico de transtornos: já esteve internado duas vezes em clínicas psiquiátricas e faz uso de remédios controlados. Ele não tinha porte de arma e no passado já havia sido denunciado criminalmente por ameaça e lesão corporal.
As imagens do circuito de segurança também mostram que o acusado estava com um amigo no carro, que teria lhe dado fuga após o crime. ''Esta pessoa, inclusive, dirigiu o veículo. Embora tenha uma participação de menor importância, passa a ser o coautor do crime'', revelou o delegado operacional da 10 Subdivisão Policial, Willian Douglas Soares.
O delegado ouviu ontem um amigo da vítima, Adalberto Luis da Silva. Ele estava com Lucas Ferraciolli pouco antes em uma boate na área central, frequentada por público homossexual, mas descartou qualquer hipótese de desentendimento dentro do estabelecimento. ''Ele fala que na boate estavam entre amigos, não houve desavença ou provocações. Ele disse que na saída não havia outro veículo que pudesse estar seguindo'', esclareceu. Ontem a polícia recebeu uma denúncia e apura se Lucas e Welington se conheciam.
Welington Silva está foragido desde o final de semana e deve ter sua prisão preventiva decretada ainda hoje. O advogado dele rechaça as denúncias. ''Está havendo um linchamento público do meu cliente. Não podem condenar uma pessoa sem a conclusão do inquérito e apuração total dos fatos'', criticou Paulo Zaina. Ele não descarta apresentar o acusado hoje para a polícia.

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