São Vivente, SP, 05 (AE) - A esquina da Avenida Manoel da Nóbrega com Rua Saldanha da Gama, na Praia do Itararé, em São Vicente, litoral paulista, vai ficar marcada, por muito tempo, como o local onde aconteceu a tragédia com os três rapazes, executados após um baile de carnaval. Hoje, muitas pessoas estiveram reunidas no cruzamento, considerado um "point" de jovens falantes e sempre alegres e se mostravam chocadas com o episódio.
Foi ali que Thiago Passos Ferreira, que acabara de sair do baile carnavalesco do Ilha Porchat Clube, encontrou-se com os dois rapazes vicentinos, que já conhecia de vista há algum tempo, e começaram a conversar. Testemunhas afirmam ter visto o confronto dos policiais com Paulo Roberto, de 21 anos. Ele teria discutido com os PMs do Regimento da Cavalaria, que vieram reforçar o policiamento na região.
Depois de uma conversa ríspida, um dos policiais teria abaixado a cabeça do rapaz, que levou vários chutes no rosto, ficando desacordado. Em seguida, Paulo teria sido jogado de forma violenta na Blazer com os dois amigos que conversavam na frente de um edifício. De lá, foram levados até a mata localizada na Avenida Ayrton Senna da Silva, em frente ao Litoral Plaza Shopping, na cidade vizinha de Praia Grande. Os vigias do lugar teriam visto a movimentação da Blazer e denunciado o caso. Autoria - Da Quarta-Feira de Cinzas até ontem, foram 16 dias de desespero para os familiares dos três jovens, que iniciaram uma via- sacra por delegacias, IMLs, hospitais, para obter informações a respeito do paradeiro dos três. A partir do depoimento de algumas testemunhas, colhidos inicialmente no 1º Distrito Policial de São Vicente, a tragédia começou a ser delineada.
Os policiais acusados de participar do crime foram reconhecidos várias testemunhas. Esse reconhecimento foi fundamental para que o delegado Cláudio Rossi, do lº DP, solicitasse a prisão preventiva de pelo menos sete policiais, que, interrogados na corregedoria, negaram a autoria.

mockup