São Paulo, 24 (AE) - As irmãs Eronice Gonçalves Raimundo e Luciene Gonçalves Cardoso voltavam juntas para casa quase todas as noites. Elas moram no Jardim Dom José, no Embu. Eronice
a Erô, como é chamada pela família, tem uma filha de 3 anos. Depois de trabalhar como doméstica por longos anos, decidiu enfrentar um desafio. Montou há mais de três anos uma banca de ambulante, em Santo Amaro, e tinha vencido a resistência dos "donos" dos pontos, próximo ao Largo 13, que por diversas vezes quebraram sua barraca.
Luciene é empregada doméstica em casa de família, tem três filhos, e todas as noites encontrava a irmã próximo ao bar da Avenida Barão do Rio Branco. Juntas seguiram para Embu. Alexandre Cardoso, de 22 anos, auxiliar técnico da Brastemp, e filho mais velho de Luciene, estava revoltado. "Não é possível que um homem preparado para lidar com o público e sabendo usar uma arma pratique uma barbaridade dessas".
Ele disse que a Guarda Civil Metropolitana deveria proibir os seus homens de andar armados nas horas de folga. "Hoje a gente sai de casa para trabalhar e não sabe se volta vivo". Cardoso disse que a mãe e a tia são mineiras e estão em São Paulo há quase 25 anos. "É uma tristeza o que aconteceu e os médicos disseram que minha tia não vai mais andar". (R.L.)

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