O delegado titular da 1ª Delegacia do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Carlos Alberto Sato, afirmou ontem haver suspeitas de que o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, diretor de redação do jornal ‘‘O Estado de S. Paulo’’, tenha premeditado a morte da jornalista Sandra Gomide.
Sato disse que ‘‘as investigações sobre o caso estão aceleradas’’. Foram entregues hoje à perícia objetos encontrados na chácara de Pimenta, em Ibiúna, interior de São Paulo. Os objetos encontrados foram um coldre, munição para revólver calibre 38, pistola 380, fotocópia de seu RG, fitas cassetes e uma agenda pessoal. No carro de Pimenta foram encontrados, segundo o delegado,projetéis.
Hoje, vão para a perícia fitas com gravações da secretária eletrônica de Sandra e sua CPU, com e-mails que Pimenta havia lhe mandado, nos quais ele teria feito ameaças.
Ontem a advogada Paola Zanelato, do escritório de advocacia do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que está cuidando do caso, afirmou que o jornalista Antônio Pimenta Neves, não pretende deixar o País e pode se apresentar à polícia a ‘‘qualquer momento’’.
Segundo a advogada, a decisão do juiz Maurício Valala,
da comarca de Sorocaba, que decretou ontem a prisão temporária de Pimenta Neves, não mudou a disposição do jornalista de se apresentar à polícia. ‘‘Não era necessária a decretação da prisão temporária, já que ele está apenas esperando uma determinação do delegado responsável pelo caso para definir a apresentação’’, disse a advogada. (Agência Estado)

mockup