Crime hediondo contra saúde pública
O delegado-chefe da PF em Marília, Sandro Vianna dos Santos, responsável pelo inquérito, explicou que as investigações tiveram início em uma metalúrgica de Piraju (SP), onde foram localizados moldes para fabricação de próteses e órteses com sucata de titânio, sem autorização dos órgãos competentes. A polícia descobriu, a partir daí, distribuidoras, importadoras, clínicas e profissionais em várias partes do País que teriam relação com o esquema.
''Ainda não sabemos quantos pacientes receberam as próteses adulteradas. A Anvisa até montou um gabinete de crise para atender as pessoas que acharem que podem ter sido vítimas, após a repercussão da operação'', declarou.
A adulteração, falsificação, produção, importação, venda e armazenagem desses produtos sem registro ou com material adulterado são tidas como crimes hediondos contra a saúde pública e passíveis de pena de 10 a 15 anos de prisão. As empresas irregulares podem receber multa entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.(V.N.)
Serviço: A Anvisa pede para quem tiver implantado prótese nos últimos quatro anos que procure o médico para saber a procedência do material ou ligue para 0800-61-1987. O endereço eletrônico é [email protected].





