Mais um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está com mandado de prisão preventiva decretado, suspeito de ter matado, há 10 dias, o trabalhador rural Francisco Nascimento de Souza, de 27 anos. Cinco pessoas, também do MST, já foram presas nos últimos dias, suspeitas de terem participado do homicídio. A polícia não vai divulgar o nome do suspeito até que ele seja preso.
Segundo o delegado Roberto Penteado, de Cruzeiro do Oeste (25 km a leste de Umuarama), existe a suspeita de que essas pessoas e a vítima estariam envolvidas com uma quadrilha de roubo de carros e que o crime poderia ser um acerto de contas. Para o delegado, os suspeitos estariam se fazendo passar por trabalhadores rurais.
A polícia também está investigando um carro, um Corcel II, que estava em poder de Valdir Antonio Regação, quando ele foi preso, e que pode ter sido utilizado no dia do homicídio. As armas que foram apreendidas com os suspeitos foram encaminhadas para perícia, e o laudo deve ser concluído em 10 dias, segundo o delegado.
Souza foi morto com oito tiros de armas de calibres 380 e 765, próximo ao assentamento Nossa Senhora Aparecida, em Mariluz (35 km a sudeste de Umuarama), onde morava. Sua morte foi vinculada pelo MST à existência de uma suposta lista de marcados para morrer. O MST também divulgou, em nota, que a infiltração de pessoas ligadas ao crime organizado em acampamentos e assentamentos seria uma estratégia de latifundiários.

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