Crime em Jataizinho ainda não possui linha de investigação
Investigadores de Londrina entraram no caso e estão auxiliando os oficiais de Ibiporã; até o momento, nove testemunhas foram ouvidas
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terça-feira, 25 de março de 2025
Investigadores de Londrina entraram no caso e estão auxiliando os oficiais de Ibiporã; até o momento, nove testemunhas foram ouvidas
Matheus Camargo Especial para a Folha 

O delegado da Polícia Civil de Ibiporã, Vitor Dutra de Oliveira, admitiu que ainda não há uma linha de investigação definida sobre o duplo homicídio cometido contra Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e sua neta, Ana Carolina Almeida Anacleto, de 11, em Jataizinho. As vítimas foram mortas a facadas no sábado (22) e encontradas amarradas e amordaçadas.
Havia a expectativa de que a Polícia Civil revelasse avanço nas investigações, mas nesta terça-feira (25), em entrevista coletiva, o delegado deixou claro que ainda não há suspeitos.
“Diversas pessoas estão sendo ouvidas, e logo vamos avançar nas investigações. Se houvesse alguma prova concreta em relação a qualquer suspeito, já teríamos realizado a prisão. Pedimos à população que acredite no trabalho da polícia e na seriedade com que estamos conduzindo o caso, mas essa resposta precisa ser justa e baseada em provas”, disse Vitor Dutra.
Desde o início das investigações, foram ouvidas nove testemunhas e o entendimento é de que o caso ainda está no início.
“Estamos avançando nas investigações e recebemos o apoio de dois investigadores da subdivisão de Polícia de Londrina. Sabemos que é um crime chocante e que é nossa máxima prioridade solucioná-lo, mas as investigações ainda estão no início. Estamos analisando as câmeras de segurança recolhidas nas proximidades do local. Trata-se de um bairro humilde, onde há dificuldades na obtenção desse tipo de material. Estamos realizando essa análise e recolhemos vários depoimentos. Estamos tentando encontrar os autores do crime, mas ainda não há uma linha de investigação consolidada. Diversas pessoas estão sendo ouvidas, e logo vamos avançar nas investigações”, seguiu o delegado de Ibiporã.
No domingo (23), dois familiares das vítimas foram ouvidos, mas não são colocados como suspeitos no caso. Segundo o delegado, foram realizadas denúncias por conta de desentendimentos familiares e essas pessoas têm colaborado para que seus nomes sejam descartados nas investigações.
Ainda conforme a Polícia Civil, o celular de Marley foi apreendido para ser analisado, mas a perícia não foi concluída até o momento. Qualquer envolvimento da vítima com o tráfico de drogas está descartado. “Não há, até o momento, uma motivação clara para o crime, o que torna as investigações mais desafiadoras”, afirmou.
Outra dúvida sobre o caso é sobre a mensagem escrita pelo assassino na cena do crime utilizando o sangue das vítimas. Em uma parede, o responsável escreveu: “Desculpa, mãe, Marcos”. Entretanto, Vitor Dutra destacou que a inscrição pode ter sido feita para despistar as investigações policiais. Nos depoimentos, familiares disseram não conhecer ninguém com esse nome.
Vídeo nas redes sociais
Um homem foi flagrado por câmeras de segurança caminhando com uma faca na mão na noite do último sábado em Jataizinho e há a suspeita de que ele possa ser o autor do crime. O vídeo tem sido amplamente divulgado nas redes sociais. Entretanto, o delegado Vitor Dutra reforçou que a conexão não está confirmada.
“Estamos tentando localizar pessoas com características semelhantes às descritas, mas ainda não há confirmação se essa pessoa cometeu o homicídio”, destacou.
A Polícia Civil pede a colaboração da população nas investigações. Qualquer denúncia pode ser feita pelos números 181 e 3258-2004.


