Crime em família choca Jaguapitã
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segunda-feira, 02 de fevereiro de 2004
Cláudia Barberato<br>Reportagem Local 
Um crime chocou a cidade de Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina) na noite de sábado. Um sequestro, envolvendo uma mulher, seus filhos e o namorado da irmã dela, acabou em morte e deixou muitas suposições sobre o real motivo do crime.
Segundo informações da polícia, Marilza Pinheiro dos Santos, 33 anos, foi morta a facadas que atingiram seu pescoço, face e seios durante uma luta com Marcelo dos Santos, de 21 anos, suspeito do crime.
Marilza estava em casa assistindo televisão quando, de acordo com informações da polícia, Marcelo Santos, namorado de sua irmã Luciana há quase quatro anos, chegou pedindo uma carona até o trevo da cidade.
Ele teria dito que seu carro estava quebrado e pediu ajuda. Atendendo o pedido do futuro cunhado, Marilza pegou as crianças, um menino de 11 anos e uma menina de 5 anos, e levou Marcelo até o local solicitado.
Segundo a prima da vítima, Silvana Maria de Carvalho, as crianças contaram que, ao chegarem no trevo, Marcelo pediu que Marilza fosse um pouco mais adiante, entrando numa estrada secundária, de terra, próxima de uma fazenda naquela região.
''Desse ponto em diante as crianças sentiram que alguma coisa iria acontecer. Marcelo disse que aquilo era um sequestro e pediu que saíssem do carro para que pudesse amarrá-los'', relatou Silvana Carvalho à Folha.
Ainda segundo Silvana, as crianças contaram que Marilza tentou impedir a ação de Marcelo, entrou em luta corporal com ele e gritou para que as crianças saíssem correndo. As crianças entraram numa mata onde encontraram dois homens que as socorreram. Segundo relato da prima da vítima, Marcelo teria perseguido as crianças, mas fugiu ao avistá-las na companhia dos dois homens.
Marcelo, de acordo com informações da prima de Marilza, mora numa fazenda com a família, próximo ao local onde aconteceu o crime, e trabalhava como auxiliar de serviços gerais num abatedouro de frangos da região.
A família de Marilza, de acordo com Silvana Carvalho, ficou chocada e surpresa com o que aconteceu. Segundo ela, Marcelo era quieto e frequentava a casa da família há quase quatro anos. ''Ele era praticamente da família e não havia motivos aparentes para fazer tudo isso'', disse Silvana.


