Curitiba- O coordenador da Promotoria de Investigação Criminal (PIC) do Paraná, órgão do Ministério Público estadual, promotor de Justiça Paulo Kessler, afirmou que há ''poucas informações científicas no Paraná a respeito do crime organizado.''
''Temos noções de certas áreas onde as facções criminosas atuam com mais força, como a região de fronteira e a Região Metropolitana de Curitiba. E sabemos que o Paraná é sede e corredor intenso do tráfico de drogas. Temos que buscar uma base de dados para definir, identificar essas organizações criminosas que atuam no Paraná'', afirmou. Por isso o MP estadual está estabelecendo um núcleo próprio para tratar a questão.
Kessler afirmou que o MP é fundamental no combate ao crime organizado, ''já que o órgão é defensor da sociedade que está sendo vítima da violência.'' Por isso a intenção de integrar todas as promotorias do Estado e formar um banco de dados próprio para assim combater as facções criminosas.
O promotor ressaltou que as informações trazidas pelo promotor do MP de São Paulo, Roberto Porto, são fundamentais porque a PIC não as conhecia. ''Temos acesso a diversos bancos de dados, da polícia, da Secretaria de Justiça. Mas o importante é integrar as ações e a comunidade de inteligência que combate estes crimes. E isso não existe'', criticou. ''Estamos tendo dificuldade de acesso à informação.''
Ao contrário de Porto, o promotor paranaense não vê eficiência suficiente no combate ao crime no Paraná. ''O número de apreensões de droga aumentou porque cresceu o tráfico. O crime é uma atividade econômica que está progredindo'', salientou. ''A prática não corresponde à estatística'', completou.
Quanto à existência do PCC no Paraná, Kessler afirmou que o MP estava fazendo uma investigação no interior que no decorrer descobriu-se envolvimento da facção criminosa. Ele afirmou que não podia divulgar mais detalhes, mas usou o caso para questionar onde estão os dados paranaenses.
O promotor afirmou que a Secretaria de Estado da Segurança Pública foi ''lacônica'' ao repassar informações à PIC sobre o PCC no Paraná. ''Eles disseram que não existem procedimentos e que há só acompanhamento. Isso me chamou a atenção porque é um dado fundamental para que a gente faça bem nossa parte e possa cobrar das autoridades para que façam a sua'', finalizou Kessler.(A.B.)

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