Altamira (PA) - Ao menos 70 pessoas, entre peritos das Polícias Federal e Civil e oficiais e soldados do Exército, fazem hoje a reconstituição do assassinato da missionária norte-americana, naturalizada brasileira Dorothy Stang, 73 anos, em Anapu, no oeste do Pará.
''A reconstituição é uma prova auxiliar. Nesse caso é mais importante porque não foi feito um laudo do local da morte. Podemos descobrir contradições no caso'', disse Antonio Carlos Figueiredo dos Santos, perito criminal da Polícia Federal.
Segundo Santos, a PF traçará um croqui do crime, com ajuda de equipamentos de localização por satélite, como o GPS. Uma produtora contratada pelo governo do Pará vai filmar, com duas câmeras, a reconstituição. As fitas serão usadas no inquérito.
De acordo com o delegado Waldir Freire, da Polícia Civil, também devem participar da reconstituição, que deve começar às 12 horas e durar entre três e quatro horas, pelo menos quatro testemunhas e os três acusados presos. Ontem, nove peritos em criminalística de Belém (PA) viajaram para participar da operação.
Balística- Peritos do Centro de Perícias Criminais Renato Chaves, de Belém, recolheram ontem a arma do crime para análises na capital paraense. ''Além da arma, estamos levando os quatro projéteis de calibre 38 que estavam dentro do revólver'', disse o diretor do Centro de Perícias Criminais, Joaquim Araújo.
Segundo ele, dos seis tiros disparados contra a irmã Dorothy, três ficaram alojados e os outros três transfixaram o corpo. ''O tiro fatal foi dado na cabeça, quase à queima-roupa, na nuca'', disse Araújo, após analisar os documentos da necropsia.

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