Criatividade estimula a alfabetização
Agência Estado
De São Paulo
Artes, brincadeiras, entretenimento, além de muita criatividade. Essas são algumas das armas que estão sendo usadas por educadores e entidades para incentivar a alfabetização. Perto do Dia Internacional da Alfabetização (8 de setembro), o esforço em melhorar a qualidade do ensino tem sido uma das bandeiras levantadas por muitos voluntários.
O Ministério da Educação e da Cultura (MEC) anunciou que a taxa de atendimento escolar alcança 96,5% das crianças brasileiras na faixa etária de 7 a 14 anos. Esses dados foram obtidos nos resultados finais do Censo Escolar de 1998, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação.
Esta taxa vem evoluindo positivamente segundo o Inep. Em 1996, era de 96%. Outro indicador calculado com base no censo, aponta que a taxa de escolarização líquida no ensino fundamental é de 95,8%. Esta taxa engloba a parcela da população de 7 a 14 anos, matriculada no nível de ensino adequado para a idade.
A BSGI (Brasil Sokai Gakai), filiada à Organização das Nações Unidas (ONU), fundada há 38 anos, desenvolve, uma série de programas que visam trazer para as crianças, adolescentes e adultos, a importância do estudo. Além disso, desenvolve um trabalho específico com professores e pais, atacando, com maior eficiência, as deficiências no ensino público.
Todos os dias são vistos como Dia da Alfabetização. Esse é o nosso dia-a-dia, estamos diretamente envolvidos com essa questão, afirma Mara Custódio, do Departamento Educacional da BSGI.
Mara acredita que mesmo com pouca verba a educação pode melhorar e todas as crianças podem estar nas escolas em pouco tempo. Desde que haja empenho e condições para o corpo docente.
A BSGI e sua equipe de profissionais voluntários desenvolve uma atividade específica com os professores, auxiliando no momento em que as aulas são preparadas. Passamos várias atividades que podem ser desenvolvidas, como cursos de jardinagem, origami, entre outros, explica Mara. A maior meta é estimular a criatividade das crianças, cultivar valores humanos e preparar esses alunos para terem valor na sociedade, completa.
O projeto surgiu em 1994, no Colégio Caetano de Campos e, desde então, de acordo com Mara, os resultados nas várias escolas da rede pública têm sido bárbaros.
A BSGI desenvolve também a alfabetização propriamente dita. Em horários extra-aula, geralmente nas manhãs de sábado, crianças, jovens e adultos são avaliados e, mesmo sem ter frequentado antes uma escola, passam por séries e desenvolvem atividades de acordo com a carência e a capacidade.Educadores e entidades obtêm sucesso no processo de alfabetização de crianças quando se utilizam de brincadeiras e entretenimento
Arquivo FolhaIncentivoArtes e brincadeiras são importantes aliados de educadores: esforço para melhorar qualidade de ensino





