Crianças: vítimas da mídia?
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - Entre os meios de comunicação, a TV continua sendo o preferido das crianças. Elas não assistem apenas a programas infantis, mas também novelas e filmes para adultos. Isso ocorre, em parte, porque falta conversa entre pais e filhos sobre o que se deve ou não assistir na TV, sem falar na ausência de um controle mais rigoroso dos pais sobre o que as crianças podem ou não ver.
Esse quadro é mais grave nos países industrializados, onde as crianças costumam ter seu próprio aparelho de TV, e os pais passam boa parte do dia fora de casa, trabalhando.
Esses são alguns dados do livro Perspectivas sobre a Criança e Mídia, lançado ontem no Brasil. A compilação de diversos estudos sobre a relação da criança com a mídia garante um amplo panorama mundial sobre o tema.
Segundo as autoras do livro, Catharina Bucht e Cecilia Von Feilitzen, normalmente existe algum tipo de proteção das crianças contra a exposição à violência gratuita, à pornografia e à discriminação. Em geral, prevalecem as proibições diretas, como a classificação por idade, a avaliação dos conteúdos e horários-limite, entre outras medidas. Mas esse tipo de controle tende a se tornar menos eficaz com a multiplicação dos canais, os jogos eletrônicos e a internet.
Diante desse quadro, é imprescindível que sejam criados mecanismos de regulamentação no País, diz o secretário de Direitos Humanos, Paulo Sergio Pinheiro. É inaceitável que no Brasil o acesso aos meios eletrônicos fique aos Deus-dará


