O período de luto que se segue à morte é importante também para as crianças, segundo a psicóloga Ana Elisa Salomão Bosquê. Segundo ela, por mais dolorida que seja a notícia, a verdade deve prevalecer sempre. ''A morte está presente também na vida da criança, quando, por exemplo, morre um bichinho de estimação ou quando a morte é mostrada na televisão. A questão é o quanto a gente se permite falar sobre o assunto'', explica.
Usar de eufemismos para explicar a morte à criança não é uma boa saída. ''A criança entende o que se explica a ela. Não adianta falar 'a vovó estava doente e o anjinho chamou'. O melhor é falar a verdade''.
A ''hospitalização'' da morte também faz, segundo a psicóloga, as pessoas ''fugirem'' do sofrimento. ''No hospital, o doente fica longe da família, impossibilita a preparação do luto. Quando em casa, a família participa do sofrimento, isso causa dor, mas é um momento de preparação para a morte''.

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