Crianças soltam balões com sementes
Valmir Denardin
Estudantes de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú (Argentina) e Ciudad del Este (Paraguai), soltaram, ontem pela manhã, 15 mil balões coloridos com sementes de árvores no Marco das Três Fronteiras. O monumento fica na confluência dos rios Paraná e Iguaçu, que dividem Brasil, Paraguai e Argentina. A atividade integra as comemorações do Dia Mundial do Ambiente, comemorado em 5 de junho.
Os balões são feitos de um látex biodegradável, que se decompõe em dez dias, e enchidos com o gás fly bailon, inofensivo à camada de ozônio. Cada um continha cinco sementes de árvores nativas da região. Segundo biólogos, a perspectiva é de que pelo menos 10% das sementes germinem - o que pode significar o nascimento de aproximadamente 7,5 mil árvores na Tríplice Fronteira.
A soltura de balões faz parte do projeto Sementes do Futuro, lançado há três anos pela Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). No ano passado, foram soltos 27 mil balões no local. Na solenidade, o prefeito de Foz, Harry Daijó (PPB), lançou a Guarda Verde, que vai contar com dois guardas municipais, que vão percorrer, de moto, parques e áreas de mata para flagrar possíveis crimes ambientais.
Em Curitiba, os alunos e professores do Colégio Estadual do Paraná fizeram ontem uma maratona ecológica, percorrendo os bairros e rios que cortam a cidade para conhecer na prática os problemas ambientais da cidade.
O projeto envolveu 800 alunos de 2º grau e 50 professores de 13 disciplinas. No lugar de explicar em sala de aula os problemas causados pela poluição e pela falta de consciência ecológica, os professores resolveram levar os alunos aos bairros.
Os estudantes também coletaram amostras de água dos rios Passaúna, Belém, Iguaçu e Atuba, que serão analisadas nas aulas de Química. O grupo que percorreu o centro da cidade aplicou os conhecimentos adquiridos nas aulas de Física. Um decibilímetro (aparelho que mede volume) foi usado para medir a poluição sonora dos pontos mais movimentados da região central. Nas aulas eles aprenderam que o volume aceitável pelo ouvido humano está entre 20 e 80 decibéis, mas os resultados assustaram. Na ruas normais o volume chega a 85 db e na região do terminal do Guadalupe e praça Rui Barbosa, chegou a 95 db, constata Joanna Froguer, aluna do 2º ano.
Na periferia da cidade, como na favela Santa Terezinha, região Norte, os estudantes conheceram as péssimas condições de vida dos moradores.Os estudantes estão percebendo que meio ambiente é uma questão muito mais próxima da sua vida e que ele pode ajudar a modificar a situação começando pela sua casa, ou escola, acredita Ana Maria Amaral Lima, chefe da Divisão Educacional do CEP. (Colaborou Daniela Neves)





