Londrina - A delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), Luciana de Novaes, afirma que denúncias de abusos sexuais por parte de professores são comuns, justamente porque a escola, assim como a residência, são os lugares onde as crianças se sentem mais protegidas. "Os abusadores se aproveitam desta sensação de proteção e da confiança que adquirem junto às vítimas. A partir do momento que as crianças são cativadas, o abusador enxerga aí uma oportunidade para cometer o abuso", indica delegada, que atua em Curitiba.
Segundo Luciana de Novaes, a abertura de um diálogo constante dentro da família é fundamental para se descobrir algum problema. "Perceber se a criança volta diferente da escola, muito calada, tímida ou agressiva. É necessário conversar sobre a intimidade sexual e os órgãos genitais, além de orientar que eles não devem ser tocados por gente estranha. Se não há diálogo, muitas vezes o abuso será descoberto somente quando houver lesão física. Mas antes disso a criança pode já ter sofrido muitas agressões verbais e coação", relatou.
A delegada do Nucria chama a atenção dos pais para evitar deixar os filhos percorrerem sozinhos o caminho para a escola, mesmo que sejam distâncias curtas. "Temos uma incidência grande de estupros durante esses percursos. É importante sempre ter um adulto junto, seja um vizinho ou um parente", frisou.(L.F.C.)

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