A contaminação por alumínio atinge 76,9%
das crianças entre 1 e 13 anos, 61% delas têm intoxicação por chumbo e 7,69%, por mercúrio. Os resultados fazem parte de levantamento feito com 278 pacientes entre 1995 e 2000 pelo médico homeopata Fernando Pitanga, membro da Associação Médica Homeopática do Estado do Rio de Janeiro (AMHERJ). A concentração desses metais pesados, que não são eliminados naturalmente pelo organismo, ataca o sistema nervoso central e pode causar problemas neurológicos a longo prazo.
Pitanga testou pacientes com idades entre 1 e 80 anos e
descobriu que 24% deles sofriam de contaminação por alumínio, 26% por chumbo e 7% por mercúrio. Entre as crianças, no entanto, os índices chegam a triplicar.
‘‘A criança está em desenvolvimento e absorve cinco
vezes mais nutrientes e metais que os adultos, mas é um absurdo que 77% delas estejam contaminadas’’, afirmou o médico. ‘‘Quem ingere alimentos ricos em minerais e vitaminas consegue expelir os metais pesados’’, disse.
Pitanga testou fios de cabelo retirados da nuca dos pacientes. O exame identifica níveis de minerais essenciais para o organismo e metais tóxicos. A alta concentração de alumínio ocorre, segundo o médico, por causa da ingestão de água potável tratada com o metal; alimentos em embalagem de alumínio, ou armazenados em panelas feitas com esse material. Já o chumbo pode ser encontrado em antigas tubulações e até nas tintas guaches. O mercúrio é encontrado em peixes e frutos do mar, pescados em rios em que há despejo industrial.
As crianças chegavam ao consultório de Pitanga com queixas de amigdalites e pneumonias constantes, dificuldade de aprendizagem e agressividade excessiva. A contaminação por metais pesados será um dos temas do 25º Congresso Brasileiro de Homeopatia, de 6 e 10 de setembro, no Rio.

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