Manaus - Pelo menos seis crianças - cinco delas indígenas - morreram entre setembro e outubro com diarréia, no Amazonas. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou que os casos não estão associados ao rotavírus, e sim à escassez de água potável por causa da estiagem.
A situação é mais crítica entre os índios ticunas (das cinco que morreram quatro eram da etnia) das aldeias localizadas na região do alto Solimões (no oeste amazonense), na qual os igarapés e lagos continuam secos.
''A água não tem qualidade, é lama pura. O problema vem dessa água contaminada porque eles estão bebendo água das cacimbas (poços)'', disse Francisco Ayres, de 43 anos, administrador da Funasa.
No Amazonas, os índios formam uma população de 83.966 pessoas, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), sendo cerca de 35 mil vivendo no alto Solimões. Desde o agravamento da estiagem, em agosto, os índios, como os ribeirinhos, abriram cacimbas ao longo das margens dos rios.
Segundo a Funai, a maioria dos índios não usou o hipoclorito de sódio, que purifica a água, porque o produto não chegou às aldeias.

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