Po­ro­to Ale­gre, RS - Crian­ças da quar­ta sé­rie de uma es­co­la pú­bli­ca de Sa­pu­caia do Sul (re­gião me­tro­po­li­ta­na de Por­to Ale­gre) usa­ram pó de giz pa­ra fin­gir se­rem tra­fi­can­tes e con­su­mi­do­res de co­caí­na du­ran­te brin­ca­dei­ra no re­creio. A brin­ca­dei­ra, que pro­vo­cou apreen­são no se­tor de edu­ca­ção da ci­da­de, con­sis­tia em si­mu­lar a ven­da de dro­gas den­tro da sa­la de au­la. Foi des­co­ber­ta na se­ma­na pas­sa­da por uma pro­fes­so­ra que per­ce­beu a mo­vi­men­ta­ção das crian­ças. No lu­gar da dro­ga, sa­qui­nhos plás­ti­cos ­eram en­chi­dos com pó de giz. Os qua­tro alu­nos, com ida­de en­tre no­ve e dez ­anos, que par­ti­ci­pa­vam da brin­ca­dei­ra fo­ram en­ca­mi­nha­dos à orien­ta­ção pe­da­gó­gi­ca.
  ‘‘As crian­ças não me­dem as con­se­quên­cias. Con­ver­sa­mos com ­eles so­bre o sig­ni­fi­ca­do do que es­ta­vam fa­zen­do, se era aqui­lo que que­riam da vi­da. ­Eles se ­surpreenderam’’, con­tou Ina­ci­ra Lo­pes, di­re­to­ra da es­co­la Ge­tú­lio Var­gas.
Se­gun­do ela, a es­co­la par­ti­ci­pa do ­Proerd (Pro­gra­ma Edu­ca­cio­nal de Re­sis­tên­cia às Dro­gas e à Vio­lên­cia) da Bri­ga­da Mi­li­tar do Es­ta­do, em que po­li­ciais de­sen­vol­vem ­ações de pre­ven­ção com os es­tu­dan­tes.
  Com cer­ca de 700 es­tu­dan­tes, a es­co­la fi­ca em uma re­gião po­bre e de ocu­pa­ções ir­re­gu­la­res em fun­dos de va­les.
  A di­re­to­ra dis­se não ver re­la­ção di­re­ta en­tre as con­di­ções so­ciais da re­gião e o epi­só­dio na es­co­la. A si­mu­la­ção de trá­fi­co pe­las crian­ças vai ser dis­cu­ti­da nas de­mais es­co­las da ci­da­de, que par­ti­ci­pa­rão em no­vem­bro de uma con­fe­rên­cia mu­ni­ci­pal de pre­ven­ção ao uso de dro­gas.

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