Crianças internadas terão acesso à escola
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segunda-feira, 05 de setembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Crianças e adolescentes da rede pública estadual de ensino poderão ter acesso ao acompanhamento educacional especializado mesmo durante tratamento médico em hospitais e residências. A intenção é implementar o projeto a partir do ano que vem, nos principais municípios do Paraná. Enquanto a rede estadual ainda caminha a passos lentos no sentido de escolarizar os alunos do ensino regular, a rede pública municipal em Curitiba já tem este tipo de atendimento desde 1988. Os hospitais buscam parcerias com o governo do Estado no sentido de auxiliar os alunos em tratamento. Entretanto, não existem incentivos governamentais para que o projeto possa beneficiar os estudantes carentes que cursam entre a 5 e a 8 séries.
O Programa de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar do governo do Estado deverá atender exatamente estes alunos-pacientes de 5 a 8 séries do ensino fundamental e médio. De acordo com a pedagoga Cynthia Adachi de Menezes, assessora da Secretaria de Estado da Educação, o projeto deverá permitir a continuidade do processo de escolarização àqueles que estão impossibilitados de frequentar a escola.
O processo de seleção dos professores que irão atuar no projeto deverá ocorrer em novembro. Serão ofertadas vagas nas áreas de língua portuguesa, matermática, física, biologia, história e artes. O treinamento ocorrerá em dezembro.
Em Curitiba, 16 professores municipais estão ensinando crianças e adolescentes em seis hospitais especializados em tratamentos diferenciados e atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) como o Hospital de Clínicas (HC), a Associação Paranaenses dos Hemofílicos, Fundação Criança Renal, Pequeno Príncipe, Hospital Universitário Evangélico e Erasto Gaetner. De acordo com a gerente pedagógica da Secretaria de Educação de Curitiba, Maria Leonor Nunez, a hospitalização escolarizada garante que, depois de deixar o hospital, a criança tenha condições de acompanhar os colegas em sala de aula sem defasagem nos conteúdos.
''Para isso, o trabalho no hospital segue o mesmo currículo da escola de origem da criança'', explicou ela. No Hospital Pequeno Príncipe, onde são atendidas entre 600 a 700 crianças por dia (entre internamentos e atendimentos hospitalares), nove educadores acompanham o desempenho escolar dos internos em programas que passam pelo incentivo à leitura, desenvolvimento motor, acompanhamento escolar e atividades artísticas(ver textos na pagina).


