Crianças e adolescentes têm destaque em jornais brasileiros
Agência Estado
A imprensa brasileira já percebeu a importância de apontar propostas para o desenvolvimento social do País e, principalmente, estimular as ações espontâneas em favor da educação e da promoção da cidadania. Estudo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) mostra que os principais jornais e revistas têm aumentado o espaço para matérias que abordam a busca de soluções quando o tema envolve crianças e adolescentes.
A imprensa percebeu que é politicamente estratégico focar na criança a busca de soluções para o País, diz Marco Tulio Alencar, coordenador da pesquisa. E a sociedade vê que a questão fundamental do Brasil, após 500 anos, é a educação. Segundo o estudo da Andi, matérias sobre infância e adolescência deixaram de tratar predominantemente de assuntos ligados a direito e justiça para priorizar as questões de aprendizado e formação. Esta grande virada aconteceu em 1998.
Entre as matérias envolvendo crianças e adolescentes publicadas por 52 jornais e nove revistas pesquisados no segundo semestre do ano passado, 37,9% retrataram iniciativas positivas. No segundo semestre de 97, o volume apurado pela Andi foi de 26,9%. Esta nova ótica vem se consolidando, observa Alencar.
Partindo desse princípio, a Agência Estado lançou em maio a Rede Iniciativa,
que consiste na parceria de jornais de todo País para produzir e intercambiar reportagens sobre as ações da sociedade em favor da educação e da cidadania. Integrados na Rede Iniciativa, os veículos estão demonstrando a seus leitores inúmeras formas que pessoas e organizações não-governamentais encontram para ajudar crianças e adolescentes a ter melhores perspectivas, na escola e na vida.
A Rede Iniciativa vem somar-se a uma série de importantes esforços da mídia brasileira na priorização da agenda da Educação na realidade política e social do País. Entre outras ações, gostaríamos de ressaltar o destaque que o tema Educação merece no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, evento apoiado pela ANJ, Abert, Aner e Fenaj, observa Geraldinho Vieira, diretor da Andi.
Diferente de adotar um tom otimista para agradar o público, este tipo de cobertura mostra ao leitor que existem saídas possíveis em meio a tantos problemas expostos nas outras páginas. Matérias assim abrem perspectivas e quebram aquela sensação paralisante de que o mundo está submerso em inoperância, crime e impunidade, argumenta David Pontes, editor da Agência Estado e coordenador da Rede Iniciativa. É indispensável mostrar a mobilização das pessoas em todo o País, tanto porque ela é um fato quanto porque apresenta exemplos e estimula a agir de forma crítica, criativa e produtiva.
Contatos com a Rede Iniciativa podem ser feitos através do e-mail [email protected]





