Os testes começam neste mês e fazem parte da campanha Quem Ouve Bem Aprende Melhor, lançada hoje pelos Ministérios da Saúde e da Educação (MEC) e pela Sociedade Brasileira de Otologia. Deverão ser beneficiados 2.850.000 estudantes, todos matriculados em 37 mil escolas de cidades com mais de 50 mil habitantes.
"A principal dificuldade nas pequenas cidades é contar com especialistas para levar o trabalho adiante", disse Paulo Renato. A idéia, segundo ele, é estender a campanha a outros municípios no próximo ano, a exemplo do que ocorreu com programa de combate à deficiência visual.
Professores das redes municipais e estaduais já estão sendo treinados para fazer os exames auditivos em sala de aula. Quem não passar pela triagem será encaminhado à rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), que conta com 3.955 otorrinolaringologistas. O atendimento será organizado pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias Estaduais e Municipais da Saúde.
A Sociedade Brasileira de Otologia estima que 427.500 estudantes deverão ser examinados pelos médicos. Além da consulta, os alunos poderão ser submetidos a exames e cirurgias sem custo para as famílias. A estimativa é que 40% dos atendidos tenham "rolhas de cera", um dos problemas mais comuns entre crianças; outros 25%, otite média secretora; 5% otite média crônica; e 1,3% disacusia neurosensorial (dificuldade de audição).
A campanha deverá custar ao governo R$ 14,5 milhões, dos quais R$ 9,5 milhões caberão ao Ministério da Saúde e R$ 5 milhões ao MEC.Por Demétrio Weber Brasília, 13 (AE) - Quase 3 milhões de crianças matriculadas na 1.ª série do ensino fundamental (antigo 1.º grau) da rede pública vão passar por exames de audição em sala de aula até o fim do ano. O governo estima que, nesse grupo, cerca de 300 mil alunos têm problemas auditivos e necessitam atendimento médico. "A criança que tem deficiência auditiva aprende menos e acaba sendo tratada como se tivesse problema mental", disse o ministro da Educação, Paulo Renato Souza.

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