O pediatra Álvaro Luiz de Oliveira, de Londrina, explica que mesmo as crianças não devem interromper os exercícios físicos no inverno. ''A prática deve continuar normal. É claro que, naqueles dias que estão extremamente frios, dá para não ir, até pelo desconforto, mas também é só reforçar o agasalho e a oferta de líquidos e de alimentos mais quentes pós atividade'', afirma.
O médico ressalta que para as crianças também é importante aumentar o período de aquecimento e alongamento antes dos exercícios, que vão proteger os músculos de lesões. ''O frio favorece uma contração maior da musculatura, e movimentos bruscos trazem risco de lesão'', alerta.
Sobre o risco maior de pegar resfriados e viroses, o pediatra lembra que isso acontece não por conta do frio, mas porque nessa época do ano as pessoas costumam ficar mais em locais fechados. É por isso que recomenda natação em piscinas aquecidas, mas em locais abertos, não em ambientes que lembram ''estufas''.
Outro fator importante, segundo o pediatra, é evitar o impacto de um ambiente quente para o frio de forma abrupta, propício para infecções como laringite, que traz tosse seca e dificuldade para respirar. ''O ideal é fazer essa troca de ambiente de uma forma mais amena'', avalia.
Agasalhos em excesso também não são recomendados porque favorecem a sudorese. O melhor, segundo ele, é usar agasalhos que protegem, mas não limitem os movimentos, e que possam ser retirados quando o corpo fica mais aquecido.
O educador físico Denilson de Castro Teixeira, professor da Unopar, ressalta que as crianças acabam sentindo menos frio por causa da camada subcutânea de gordura que é mais espessa nessa faixa etária, além de se movimentarem mais. ''Mesmo assim, os cuidados com aquecimento são os mesmos''.(C.P.)

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