Depois de seis meses de amamentação exclusiva é hora de incluir alimentos complementares, mas não só ‘‘sopas ou papinhas’’. A nutricionista Marisa Batista Brighenti, professora do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), explica que o bebê precisa de nutrientes dos cinco grupos alimentares - cereais ou tubérculos (arroz, batata e mandioquinha salsa, por exemplo), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha), carnes (frango ou boi, bem cozidas e desfiadas), hortaliças (cenouras, abóbora, abobrinha), e frutas nos intervalos das refeições.
  É importante que os alimentos sejam peneirados e não batidos, para evitar que fiquem muito líquidos. A consistência pastosa é mais estimulante para a criança.
  Depois de um ano de idade é a fase em que a criança vai naturalmente comer menos. Fase que, segundo a nutricionista, deve ser encarada com naturalidade e tranqüilidade, sem castigos ou recompensas. ‘‘Se você dá o castigo, a relação com a alimentação fica ruim. E se você oferece uma recompensa, sobremesa por exemplo, está afirmando que a comida é ruim e que o doce que é bom’’, pondera.
  A nutricionista explica ainda que estudos apontam que as crianças têm a capacidade de se auto-regular e ingerir apenas a quantidade de que precisam. ‘‘Por isso, a mãe deve oferecer e incentivar a alimentação, mas não forçar. Se a mãe mantiver a tranqüilidade, o desafio da criança passa, e ela vai sentir fome uma hora’’, afirma.
  Na fase em que a criança come menos, a sugestão é evitar oferecer qualquer tipo de alimento duas horas antes da refeição, recomendação que deve ser feita também à babá. ‘‘Senão a mãe reclama que o filho ‘não come nada’, mas a babá está dando bolachas. Depois do café da manhã, por exemplo, é interessante oferecer só uma fruta ou um suco’’, ressalta.
  Comer na frente da TV, alerta Marisa, faz com que a criança não preste atenção no alimento. ‘‘Ela acaba ingerindo mais do que precisa’’, afirma. Outra boa dica é colocar uma pequena quantidade de comida no prato. ‘‘A criança fica feliz em ‘raspar’ o prato e se quiser mais vai pedir’’, explica.
  Por volta dos cinco anos de idade a criança, segundo a nutricionista, volta a comer mais e a aceitar uma maior variedade de alimentos. ‘‘Mas isso varia para cada indivíduo, tem crianças que sempre vão comer pouco’’.(C.P.)

mockup