Crianças arrombam escola em Rolândia
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quarta-feira, 27 de julho de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local 

Rolândia - Onze e meia da noite, em plena segunda-feira. Como dizem os mais velhos, hora de criança estar na cama. Mas não era bem isso que estavam fazendo duas delas em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). Com outros dois adolescentes, a dupla participou de um arrombamento na Escola Municipal Parigot de Souza, localizada no bairro Novo Horizonte.
A cena narrada aconteceu na última segunda-feira (25). Os quatro invadiram a escola, arrombaram duas salas, espalharam tudo o que encontraram nos armários e descarregaram extintores.
O quarteto ainda tentou abrir uma das janelas da secretaria com um cabo de vassoura, mas não teve sucesso. Funcionários deram falta de um rádio. A ação foi gravada pelo circuito interno de segurança. Nos poucos minutos que ficaram na escola, os invasores não se intimidaram diante das câmeras.
Na tarde desta quarta (27), enquanto um funcionário da Prefeitura de Rolândia consertava duas portas que foram arrombadas, o secretário municipal de Educação, Milton Faccione, ainda buscava palavras para explicar o ocorrido. "É estarrecedor. Qual é o exemplo que fica? É provável até que seja alguém da própria comunidade. É complicado", lamentou.
Segundo Faccione, ações como essa têm sido comuns em prédios públicos, mas não em escolas. "Acontecem pequenos roubos, como de fios, mas não especificamente nas escolas. Como agora é período de férias, algumas creches também registraram esse tipo de problema", contou.
No entanto, um funcionário da escola confirmou à FOLHA que esta não foi a primeira vez que a instituição de ensino foi invadida num curto espaço de tempo. Há menos de 30 dias, a sala onde está instalada a biblioteca foi arrombada e os autores do crime levaram dois rádios, dois aparelhos de DVD e uma das câmeras do circuito de segurança, além de deixar um rastro de destruição. Em outras oportunidades, até as torneiras foram furtadas.
Segundo o secretário de Educação, há patrulha noturna nas escolas municipais para tentar conter as invasões. "Também colocamos grades e temos as câmeras de segurança", reforçou. No entanto, o funcionário revelou que o alarme nem foi acionado durante os arrombamentos.
INSEGURANÇA
De acordo com a vizinhança, o clima na região é de "insegurança total". "A gente ouve falar de muitas coisas que têm acontecido por aqui. Minha irmã mora perto da escola e já teve que correr deles [invasores] muitas vezes", relatou uma moradora.
As imagens captadas pelo circuito interno serão usadas pela Polícia Civil para tentar identificar os invasores.


