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Londrina

CRIMES

Atualizado em 23/08/2019, 19:27

Criança tem corpo queimado dentro de casa em Londrina

Dois primos da vítima, um de 18 e outro de 22, foram levados como suspeitos pela polícia. Em Carlópolis, mãe e filha queimadas permanecem em estado grave

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Rodolfo Salloum – Estagiário* e Rafael Machado
AUTOR autor do artigo

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Uma menina de sete anos teve o corpo queimado na manhã de sexta-feira (23), no jardim Leonor, zona oeste de Londrina. Os suspeitos são dois primos da vítima, um de 18 e outro de 22 anos. A menina teve 48% do corpo queimado e está internada em estado grave, no HU (Hospital Universitário).

Segundo informações de populares para a PM (Polícia Militar), a menina saiu correndo de dentro da casa com o corpo em chamas. Ela era perseguida pelo primo mais velho, que tentava esganá-la. 

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram ao local prestar atendimento à criança e deter os acusados. No momento da chegada dos policiais, os dois se agrediam e também precisaram ser atendidos.

O Corpo de Bombeiros conta que a menina foi encontrada com ferimentos graves, com queimaduras de segundo e terceiro graus em face, pescoço, dorso, tórax, abdômen, região pélvica, braços e pernas, necessitando de apoio médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Depois do socorro, ela foi levada ao HU (Hospital Universitário), onde permanece internada em estado grave, sedada e respirando por aparelhos.   

De acordo com o capitão Ricardo Eguedis, da 4ª Companhia Independente da PM, apesar de informações acusarem o rapaz de 22 anos como o responsável pelo acidente, no bolso do jovem de 18 anos foi encontrada uma caixa de fósforo que teria sido utilizada para causar as chamas no corpo da garota. Os dois foram detidos. A polícia agora investiga quem são os pais da criança.

Este é o segundo caso na região da semana. Em Carlópolis (Norte Pioneiro), mãe e filha tiveram os corpos queimados na última quarta-feira (21) em fogo causado por briga de casal, marido de uma das vítimas e pai da criança de quatro anos foi preso preventivamente. 

Entenda o caso

O HU (Hospital Universitário) confirmou nesta sexta-feira uma leve melhora no quadro de saúde da criança de quatro anos que teria sido queimada pelo próprio pai, de 52 anos, em Carlópolis (Norte Pioneiro). Ela permanece em observação na Central de Tratamento de Queimados (CTQ), onde também está internada sua mãe, Sueli Pedroso de Oliveira, que teve 60% do corpo afetado pelas chamas. Porém, a assessoria do hospital ressaltou a situação das duas ainda é considerado grave.

O caso aconteceu na tarde da última quarta (21). O homem foi preso pela Polícia Militar depois de atear fogo na casa e fugir com outro filho do casal, um adolescente de 13 anos. A PM foi chamada por vizinhos, que conseguiram apagar o incêndio. Durante as buscas, eles encontraram o menor, que foi encaminhado para o Conselho Tutelar. O pai foi localizado por outra equipe policial procurando atendimento no hospital do município. 

Na unidade, antes de ser atendida, a mulher teria informando que o marido incendiou o imóvel depois que os dois discutiram. Ela, no entanto, não revelou o motivo da briga e comentou que o companheiro "jogou mais gasolina em suas costas" mesmo após o começo do incêndio. Na delegacia, o suspeito não quis falar nada para a delegada Patrícia Taborda, responsável pelo inquérito.

Autuado por tentativa de feminicídio, o homem está preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado. Na decisão, a juíza Paula Chedid Magalhães avaliou que o suposto crime foi cometido por motivo banal. Ela escreveu que "o ambiente familiar é o local onde se exerce o maior conforto e liberdade nesta vida, mas igualmente demanda maior reprovabilidade legal quando sua paz é violada". 

Segundo a magistrada, o suspeito "revela profunda desconsideração não só com sua esposa, mas também com toda a coletividade e a própria filha". A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito. 

(Colaborou Laís Taine)

*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.