Criança que caiu de 3o andar sai da UTI
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2013
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Londrina - O menino de 2 anos que caiu do 3º andar de um prédio do Condomínio Catuaí, na zona norte de Londrina, deixou ontem a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário e foi transferido para a enfermaria.
A vítima apresenta um quadro de politraumatismo, mas não corre mais risco de morte. A equipe médica ainda aguarda os resultados de alguns exames para saber se os orgão do menino foram afetados e se ele sofrerá alguma sequela.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança caiu sobre a grama, após despencar da janela, numa altura de 10 metros. A mãe estaria tomando banho, enquanto o menino brincava com amiguinhos na sala. Ele teria escalado um sofá para alcançar a janela.
Peritos do Instituto de Criminalística foram ao apartamento e devem emitir um laudo para municiar o inquérito policial instaurado ontem. O delegado Ernandez Cesar Alves pode indiciar a mãe por lesão corporal culposa.
Em outro acidente doméstico envolvendo uma criança de 2 anos, a vítima teve menos sorte. Em Maringá, uma menina morreu na noite de anteontem em decorrência de um traumatismo craniano provocado pela queda de um portão de ferro na casa onde morava no Parque das Palmeiras. O acidente ocorreu na manhã de domingo. Ontem, os pais autorizaram a doação dos órgãos da menina.
O capitão do Corpo de Bombeiros de Londrina, Rodrigo Nakamura, instrui os pais ou responsáveis pelas crianças a colocarem grades ou telas metálicas nas janelas e a instalarem limitadores (hastes de proteção) em portões de correr.
Ele aconselha os pais a não permitirem o acesso de crianças a cozinhas, onde pode haver acidentes com panelas, fornos ou objetos pontiagudos, e em áreas de serviço, onde há risco de ingestão de produtos químicos e mergulhos em baldes. ''O banheiro também é um local de risco por causa do vaso sanitário'', avisa. Nakamura também lembra que se os pais optarem pela instalação de grades na janela, deve ser observado o espaçamento das hastes, que não pode ser superior a 11 centímetros.
A dona de casa Maria Isabel Ribeiro, que mora no 6º andar de um edifício na Rua Pará (Centro), decidiu instalar uma tela de politileno na sacada do apartamento por causa das visitas do neto Henrique, que mora em Arapongas, nos finais de semana. ''Ele sobe em tudo quanto é lugar. Por causa do verão, a gente preferiu colocar a tela para poder deixar a porta da sacada aberta'', explicou a avó, que gastou cerca de R$ 300 com a proteção.
O vendedor de telas e varais Rodolfo Lopes Sales disse que há duas vantagens do politileno em relação à grade ou ao alambrado de metal. ''A primeira é estética. A segunda é a questão da segurança no caso de um incêndio. Numa emergência, é possível usar uma tesoura para remover a tela. No caso da grade e do alambrado, o resgate se torna praticamente impossível.''
Sales garante que o politileno é seguro, desde que as especificações estejam de acordo com o padrão do Inmetro. Se bem afixado, com mão de obra capacitada e utilizando-se de um conjunto de ganchos zincados em buchas com aba dispostos em intervalos de 30 a 40 centímetros, a tela suporta até 500 quilos por metro quadrado (que custa R$ 25). A durabilidade é de cerca de cinco anos.


