Recife- Iasmin Bernardino Moreno da Silva, de 5 anos, foi enterrada ontem, em Calumbí, sertão pernambucano, a 407 km do Recife. Ela passou mal depois de jantar bolacha de água e sal na noite de segunda-feira (25). Levada por sua mãe, Maria Ivaneide Bernardino, a um hospital em Serra Talhada, a menina morreu poucas horas depois. Grávida de oito meses do seu nono filho, Maria Ivaneide, de 40 anos, ao retornar para casa, encontrou os outros cinco filhos e um sobrinho que também haviam comido o alimento com os mesmos sintomas de intoxicação apresentados por Iasmin - dores na barriga e vômito. Eles foram encaminhados para hospitais em Serra Talhada e Arcoverde e dois deles - os mais novos, de dois e três anos de idade - foram transferidos para o Hospital da Restauração, no Recife. Nenhum corre risco de vida.
O delegado regional Emanoel Serapião, que investiga o caso, acredita que a morte foi causada por contaminação do alimento com veneno. Restos da bolacha foram encaminhados para análise no Instituto de Criminalística de Salgueiro, assim como uma pequena quantidade de um pó branco encontrado sobre um móvel da casa das crianças. O laudo deve ficar pronto em 15 dias.
Gonçalo Teles, dono da mercearia onde a bolacha foi adquirida, negou a informação de que a embalagem do produto estivesse roída. Em depoimento ao delegado, ele disse não usar veneno para ratos e afirmou que o pacote de bolacha não estava violado.
Maria Ivaneide estava em casa com seis dos oito filhos e um sobrinho, na noite de domingo, e pediu para a filha Aila, de 12 anos, comprar o pacote de bolacha que, acompanhada de café, serviria de jantar. Abalada com a tragédia, Maria Ivaneide foi poupada pelo delegado, que deve ouvi-la somente amanhã.

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