Criança estuprada é enterrada em Maringá
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Sarandi - O corpo da menina Beatriz Silva Pacheco, de 10 anos, que foi estuprada e morta no último domingo, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Municipal de Maringá (Noroeste). A polícia encontrou o corpo no final da manhã de segunda-feira em meio a um capim alto, cerca de 30 metros de uma estrada de terra no Conjunto Floresta, em Sarandi.
De acordo com o delegado José Maurício de Lima, o Instituto Médico Legal (IML) divulgou ontem laudo que indica que a criança foi morta por estrangulamento durante o estupro. ''É um crime bárbaro'', ressaltou. Lima acrescentou que Beatriz sofreu uma morte ''agonizante, e teve vários órgãos foram afetados. Demorou cerca de 20 minutos''.
Até a tarde de ontem, a Polícia Civil já havia descartado três suspeitos do crime, que não foram reconhecidos. A principal testemunha é um garoto de 9 anos, primo da vítima. Segundo o delegado, como é apenas uma criança, essa tem sido uma das dificuldades da investigação.
Beatriz é de Maringá e estava em Sarandi para uma festa infantil. ''Ela e o primo saíram para rua por volta das 17h30, quando um homem de bicicleta ofertou R$ 10 para eles cuidarem de cavalos. Há vários cavalos na região''. Beatriz aceitou a oferta, o primo chegou a acompanhá-la durante parte do trajeto, mas retornou para a festa.
Após o desaparecimento, de acordo com o delegado, cerca de 200 policiais civis e militares vasculharam a região no início da manhã de segunda-feira. ''É uma área muito grande, por isso foram chamados os alunos em formação na Polícia Militar para participar'', comentou. O corpo foi encontrado por volta das 11h30.
Conforme o perito Henrique Coelho, do Instituto de Criminalística de Maringá, que analisou o local do crime, Beatriz estava nua e as roupas estavam jogadas nas imediações. O corpo foe encontrado a 1 quilômetro do ponto onde o primo da criança a tinha visto pela última vez.
Segundo o delegado, a polícia está atrás de outros três suspeitos do crime. Dois são ex-detentos que já estiveram presos por crimes de abuso sexual e fazem parte de uma lista pedida pela polícia ao Departamento Penitenciário (Depen-PR).
De acordo com Lima, o IML coletou amostras no corpo de Beatriz, que serão levadas hoje para serem analisadas em Curitiba. A polícia espera encontrar DNA do criminoso nas amostras colhidas nas partes íntimas da vítima. Se o material genético for encontrado, a polícia poderá confrontar futuramente com possíveis suspeitos.


