Criança desaparece em bueiro
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O garoto Guilherme Elói Marques, de 1 ano e 9 meses, desapareceu anteontem à noite ao cair num bueiro do canteiro central da Avenida Inajar de Souza, na zona norte de São Paulo. Os bombeiros foram acionados, mas até a tarde de ontem ainda não haviam encontrado o corpo da criança.
Começava a chover quando Guilherme, levado pela mão por sua prima Michele, de 10 anos, saía da casa da avó e passava pelo canteiro central. Estava com sua mãe, Gilva Elói de Maria, de 27 anos, e a tia, Devanir Elói de Maria. O menino estava brincando quando pisou sobre a grama que escondia um buraco de aproximadamente 40 centímetros entre o solo e a tampa do bueiro. Não deu tempo de agarrá-lo, disse Graça Eloi dos Santos, de 42 anos, outra tia do garoto.
Segundo Graça, no momento em que Guilherme caiu Gilva gritou, pediu socorro, mas ninguém ajudou. Grávida de cinco meses, ela foi levada pela irmã para o Hospital Albert Sabin, na Lapa, onde ficou hoje para se recuperar do choque.
Graça afirmou que a prefeitura teria começado a construir uma pista de cooper no canteiro há cerca de quatro meses, não concluída. Passaram a máquina que deve ter retirado o quadrado de cimento (onde fica a tampa do bueiro) do lugar. A grama que cresceu escondeu o buraco.
Ontem de manhã, o pai de Guilherme, Marco Aurélio Marques, de 35 anos, ajudou os bombeiros na tentativa de encontrá-lo. Abatido e com olhos vermelhos, dizia que só queria achar seu filho. No futuro vou pensar em processar a prefeitura, disse Marques, apesar de agradecer o apoio da prefeita Marta Suplicy, que foi confortar a família.
Na operação de busca trabalhavam 20 bombeiros. Em grupos de quatro, percorriam as quatro galerias da região, que se interligam e desembocam no Rio Tietê, onde os outros manobravam dois barcos de resgate.


