'Criança com suspeita deve evitar escola'
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O infectologista Arilson Morimoto recomenda que os pais fiquem atentos no caso dos filhos apresentarem alguns dos sintomas que caracterizam a gripe - tosse, febre alta, dor no corpo e calafrios - e que não hesitem em deixá-los longe da escola até que o diagnóstico seja confirmado.
''É uma questão de respeito mútuo e de responsabilidade. Não faz sentido um indivíduo colocar em risco todas os outros por negligência. Quando se percebe que os sintomas já duram 24 horas, o encaminhamento deve ser feito rapidamente'', afirmou.
O médico ressaltou que não há muito o que fazer para evitar um contágio em uma sala de aula ou em qualquer outro local fechado, como um ônibus, um avião ou em um escritório climatizado. ''Quanto mais arejado o ambiente, melhor. Mas ainda assim, há riscos''.
Morimoto acredita que o maior inimigo da luta contra a doença é o mito popular de que gripe se cura em casa. A prática, pondera ele, traz complicadores porque o diagnóstico tardio tanto da gripe A quanto da comum prejudica o tratamento. ''A automedicação é capaz de mascarar a doença e aumenta a chance do paciente evoluir para um quadro grave''.
Para Morimoto, não há uma grande epidemia em Londrina como ocorreu em 2009. Ele lembrou, entretanto, que dos 17 pacientes que procuraram sua clínica com suspeitas, cinco tiveram diagnóstico de gripe A confirmado, nove foram diagnosticados com gripe comum e os outros três tiveram outros tipos de diagnóstico. ''Por enquanto, o mais indicado é manter as mãos higienizadas antes de adentrar locais públicos'', afirmou.
De acordo com orientações de especialistas, os grupos que correm mais risco de morte em caso de diagnóstico positivo são as crianças de 6 meses a dois anos, os idosos acima de 60 anos, as grávidas, os indígenas, os cardiopatas e os que já apresentam um problema pulmonar grave.


